domingo, 26 de agosto de 2012

MENSAGEM DA CNBB AO DIA DOS CATEQUISTAS

Uma mesma paixão nos une: Continuar a missão iniciada por Ele - “Ide fazer discípulos entre todas as nações e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28, 19-20).
O catequista é, antes de tudo, um discípulo e missionário de Jesus Cristo. É alguém que foi seduzido por ele e que se deixou seduzir. Por isso, procura viver na sua proximidade e intimidade. Nossa catequese deve propiciar este encontro com Jesus através da partilha da Palavra, dos momentos de oração e da vivência fraterna. A fé, mais do que um conjunto de conhecimentos é, antes de tudo, um encontro com o Bem-Amado. É nesta relação amorosa que os catequizandos precisam viver.
O amor pelo Mestre leva os catequistas a seguir a sua mensagem numa comunidade fraterna. Mesmo se a fé é uma decisão pessoal, ela só cresce na convivência com os outros. A experiência de uma comunidade de fé e de amor é fundamental para quem quer ser discípula/o de Jesus. A catequese não pode ser vivida de maneira isolada. A comunidade é fonte, lugar e meta da catequese.
O zelo apostólico do catequista o leva a ser missionário. Não podemos guardar para nós o tesouro que recebemos. Num mundo marcado por tanta confusão ideológica e religiosa precisamos anunciar e testemunhar Jesus Cristo, cujo conhecimento é a plena realização do ser humano. Faço eco das palavras  do Papa Bento XVI, ao recordar que os catequistas são colaboradores competentes dos bispos e merecedores de confiança, e também não são simples comunicadores de experiência de fé, mas devem ser autênticos transmissores das verdades reveladas (cf. Discurso aos bispos do Brasil).
Mais do que nunca, a nossa catequese é chamada a transformar a realidade na qual vivemos. “Será também necessária uma catequese social e uma adequada formação na Doutrina Social da Igreja” (discurso do Papa Bento XVI na abertura da Vª Conferência). A Campanha da Fraternidade deste ano nos alertou sobre os problemas e as possibilidades da Amazônia. A catequese não pode ficar alheia aos problemas atuais. Pelo contrário, deve lançar as luzes da fé sobre as angústias e as esperanças das pessoas e do mundo de hoje. A verdadeira fé nunca se acomoda, mas vive na esperança que um outro mundo é possível.
Parabéns a você catequista, e que Deus o mantenha firme neste ministério!
Dom Eugênio Rixen
Bispo de Goiás
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral
para a Animação Bíblico-Catequética.

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