terça-feira, 6 de agosto de 2013

UM BEBÊ ABORTADO

Que possamos fazer uma análise de nossa vida sobre a concepção do ser humano. Deus é quem nos da a vida e só ele pode tirar. 
Digamos não ao aborto.
Assistam esse vídeo e compartilhem.

Catecismo da Igreja católica!

"FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO"

846 Como entender esta afirmação, com freqüência repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de maneira positiva, ela significa que toda salvação vem de Cristo-Cabeça por meio da Igreja, que é seu Corpo:
Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio] ensina que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação. O único mediador e caminho da salvação é Cristo, que se nos torna presente em seu Corpo, que é a Igreja. Ele, porém, inculcando com palavras expressas a necessidade da fé e do batismo, ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo Batismo, como que por uma porta. Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus por meio de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou nela perseverar

Uma inesquecível jornada

Bandeira empunhada por um californiano durante a JMJ 2013
Há alguns anos, quando anunciaram que no Rio de Janeiro aconteceria a próxima Jornada Mundial da Juventude eu logo gritei: eu vou! Parecia tão somente um desejo empolgado de viver o que muitos jovens viveram ao longo de outras jornadas, mas o futuro é surpreendente e eu de fato viveria esse itinerário de fé.
Posso dizer Deus me escolheu, não por privilégio ou por merecimento, mas porque Ele sabia o quanto eu necessitava estar ali, em comunhão com tantas pessoas, vivendo a jornada, revendo minhas posturas, alimentando-me espiritualmente, convivendo e sendo Igreja.
Na minha peregrinação particular – caminhando com o grupo de jovens Nossa Senhora do Amparo (Paróquia de São Gonçalo dos Campos) – afetivamente não me senti perdida, aliás creio que em nenhum momento  algum peregrino sentiu-se assim, mesmo quando esteve nos recônditos do Rio. Havia por ali sempre alguém de mochila nas costas ou camiseta amarela para acolher e orientar!
Me perdi algumas vezes quando em meio a multidão acabei me separando do meu grupo. Ainda assim, percebi que algumas vezes é preciso “estar perdida” para promover outros encontros, visualizar outros sorrisos, reavivar a fé através dos exemplos ali percebidos: dificuldade de comunicação (tantos irmãos estrangeiros), deficiências físicas, idade avançada, gente que viajou dias num ônibus...
Para mim, ali estavam exemplos incríveis de fé e vontade de servir a Deus. Em cada exemplo, percebi o quanto muitas vezes crio argumentos para não me dedicar ao Seu amor.
Bem, esse texto não era pra falar diretamente de mim (risos) é sobretudo para expressar a gratidão de ter vivido uma grandiosa e rica experiência de fé, quem sabe a maior delas. Assim, sou grata:
A Deus, por ter sonhado isso tudo antes de nós todos e por ter nos chamado a irmos ao Rio de Janeiro, cidade que apesar das mazelas sociais é de fato abençoada e multiplicou suas bênçãos por todo o mundo nos últimos dias.
A Arquidiocese do Rio e a todos que colaboraram para organizar o evento. Eu não vi falhas. A perfeição está em Deus, sabemos, mas tudo o que não podia ser humanamente feito Deus completou para que honrássemos o seu Nome naquele lugar.
Aos voluntários (em especial a minha amiga Luana Kaminski). Falo de pessoas vindas dos mais diversos cantos do planeta e que despojaram-se de suas atividades e do seu conforto para servir com amor, imitando o próprio Jesus, que veio para servir a todos.
Ao Grupo Jovem Nossa Senhora do Amparo (em especial a Roquenei Purificação). Obrigada pelo convite, pela acolhida e por terem partilhado comigo tantas coisas durante esta incrível peregrinação (Igreja, metrô, caminhada, Copacabana, arruma mala, bagunça tudo, pega cartão, cadê o crachá?, vamos logo!!! rs).
Àqueles que caminharam comigo, ainda que geograficamente distantes: minha família, amigos, colegas de trabalho, tantos e tantos, que mesmo não sendo católicos ficaram entusiasmados, torceram, rezaram e “colaboraram” com as minhas faltas no trabalho e nas atividades pastorais.
E ao sorriso mais encantador do mundo. Ao sorriso de Francisco! Ao ver o sucessor de Pedro e ao ouvi-lo sentimos nosso coração arder num desejo inconstante de amar, viver e ser Igreja. A paz revelada no Papa Francisco e seu jeito simples de anunciar o Evangelho (em palavras e atitudes) apenas nos lembram daquilo que já sabemos: Deus, certamente o escolheu, devemos ouvi-lo e rezar por ele como constantemente tem nos pedido.
No mais, o desafio começa agora: Ide e fazei discípulos entre todas as nações Mt (28,19). Aqui ou ali onde estivermos devemos viver o compromisso assumido de anunciar respondendo à intimação do próprio Jesus. É Ele quem caminha ao nosso lado e dá sentido a todas essas coisas. Por tanto, agora mais do que nunca é hora de retribuirmos o Seu amor!

Clécia Ribeiro
 

Celebração do Dia do Catequista

“A Catequese é um processo de educação comunitária, permanente, progressiva, ordenada, orgânica e sistemática da fé. Sua finalidade é a maturidade da Fé”.
(CR, n. 31)
 PAZ e BEM a todos e todas!
Espero encontrá-los todos bem, com saúde, felizes e realizando a missão...!
Já iniciaremos o mês de agosto, momento privilegiado onde a Igreja nos convoca para celebrarmos as vocações. Por isso, partilhamos com todos/as uma CELEBRAÇÃO para o DIA DOS CATEQUISTAS. Vamos aproveitar esse momento especial para fazer memória e celebrar os 30 do Documento Catequese Renovada. Documento importante, significativo e marco para a caminhada catequética da Igreja no Brasil.
Boa semana, boa celebração! Roguemos a nosso bom Deus que nos conceda viver a nossa VOCAÇÃO na verdadeira alegria e obediência ao Engelho!
Atenciosamente,
I. Luciene

OBS: Recordamos a todos que nesse final de mês precisamos concluir as inscrições, questões de hospedagem e pagamento de alimentação para o NORDESTÃO... Vamos agilizar essas tarefas! Aguardo contato... Obrigada!

Celebração para o dia do/a Catequista 2013

Comissão Episcopal Pastoral para Animação Bíblico-Catequética
30 ANOS DE CATEQUESE RENOVADA
Celebração para o dia do/a Catequista
25 de agosto /2013
A Catequese é um processo de educação comunitária, permanente, progressiva, ordenada, orgânica e sistemática da fé. Sua finalidade é a maturidade da Fé”. (CR, n. 31)

APRESENTAÇÃO
Caríssimos/as Catequistas!
Estamos crescendo de forma admirável na proposta de uma catequese de inspiração catecumenal à serviço da Iniciação à vida Cristã. Os sinais são visíveis em toda parte. E nesse processo percebemos a importância fundamental da liturgia como celebração da fé suscitada pela catequese.
O despertar primeiro dessa nova consciência é fruto da CATEQUESE RENOVADA (Doc. Nº 26 da CNBB) que completa seus 30 anos de existência neste ano de 2013. Muito mais que um documento se trata de um grande espírito de renovação, não só na catequese, como de toda a ação evangelizadora da Igreja. CR Propôs novas metodologias, novo dinamismo e um renovado ardor missionário. Abriu caminho para o processo de Iniciação à vida cristã com inspiração catecumenal e para a animação Bíblica da vida e da pastoral.
O Dia do Catequista, que celebra a vida e a vocação de todos e todas que se deixaram embeber por esse espírito de renovação é também a melhor ocasião para fazer memória e cantar ação de graças pelas maravilhas que o Espírito realizou entre nós através da CR. E queremos fazê-lo em meio ao clima do Ano da Fé que veio reforçar ainda mais a importância decisiva do ministério da catequese hoje.
Contamos desta vez com a preciosa ajuda de Maria Erivan e sua equipe do NE 1 (Ceará) para a elaboração do roteiro desta celebração. Queremos agradecer de coração este belo serviço à todas as comunidades do Brasil!

BOA CELEBRAÇÃO!

PROPOSTA CELEBRATIVA PARA O DIA DO CATEQUISTA
- CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA ( onde houver padre)-

- Espaço Celebrativo:( Flores, Bíblia, Vela, Documento n. 26 da CNBB e outros símbolos da Região que falam de renovação na catequese)
- Comentarista: Queridos/as Catequistas!
Hoje, domingo, Dia do Senhor, a Igreja no Brasil celebra o Dia do Catequista e dos outros ministérios e serviços da comunidade. Reunidos como discípulos e discípulas, desejamos louvar e bendizer a Deus em primeiro lugar pela vocação de cada um/a. Pois “Jesus chamou os que desejava escolher”. (Mc 3, 13 ). Agradecer por todos aqueles que ouviram o chamado do Mestre e disseram SIM,Senhor,“eis-me aqui, envia-me”. (Is 6, 8).Com alegria também queremos trazer presente no altar do Senhor o ANO DA Fé que estamos vivenciando e de maneira muito especial os 30 ANOS DO DOCUMENTO CATEQUESE RENOVADA ( Nº 26 da CNBB). Revendo o caminho, é possível perceber quantas conquistas foram alcançadas como frutos desse documento, grande presente do Espírito para nós. Quantos encontros, semanas catequéticas, seminários e simpósios foram realizados. Quantos subsídios e manuais surgiram desde então. Por tudo isso, queremos hoje dar graças a Deus.
RITOS INICIAIS

- Procissão de Entrada: O Presidente acompanhado por todos os catequistas da comunidade e equipe celebrativa.
- Comentarista: Acolhendo a procissão de entrada, cantemos juntos:
Senhor se tu me chamas eu quero te ouvir, se queres que eu te siga respondo, eis-me aqui.
1.Profetas te ouviram e seguiram tua voz, andaram mundo afora e pregaram sem temor. / Seus passos tu firmastes sustentando seu vigor. Profeta tu me chamas: vê Senhor, aqui estou.
2. Os séculos passaram, não passou, porém tua voz que chama ainda hoje, que convida a te seguir. / Há homens e mulheres que te amam mais que a si, e dizem com firmeza: vê Senhor, estou aqui.
Ou: Por amor e vocação (CD Avancem para águas mais profundas)
- Saudação Inicial – (por conta do presidente da celebração).
- Ato Penitencial:
-Comentarista:queremos trazer presente nesta celebração nossa revisão pelo que deixamos de fazer, pela nossa falta de coragem em lançar as redes e “avançar para águas mais profundas”. (Lc 5,4). Também neste Ano da Fé reconhecer nossa falta de fé nos momentos mais críticos de nossa e vida e do ministério da catequese.
- Catequista:Senhor, nestes trinta anos de caminhada da Catequese Renovada, que orienta para uma formação sistemática dos catequistas, queremos te pedir perdão, pelas vezes que não valorizamos os encontros de formação, que não aprofundamos tua Palavra e não fomos presença na celebração e na vida da comunidade.
Senhor, piedade, ó Cristo piedade. Piedade de nós compaixão, Senhor. (bis).
- Catequista:Cristo, a catequese renovada nos chama para uma experiência de Encontro Contigo, que ajude os catequisandos a conhecerem a Ti. Pelas vezes que não testemunhamos e não falamos de ti, te pedimos perdão.
- Catequista:Senhor, as situações históricas e aspirações do nosso povo são conteúdos de catequese. Pelas vezes que deixamos de acolher os mais necessitados, te pedimos perdão.
Celebrante conclui...
- Hino de Louvor: a escolha da equipe
- Oração do Dia ............

LITURGIA DA PALAVRA

- Acolhida a Palavra
(Bíblia ou Lecionário, ladeado com duas velas e trazidos por catequistas).
- Comentarista: A Palavra de Deus é o Livro por excelência da Catequese. Pois é a catequese hoje, a grande responsável de colocar nas mãos de crianças, jovens e adultos a Palavra de Deus. Acolhamos a Palavra de Deus que é a luz que ilumina a nossa catequese e sustenta a nossa vocação.
- Canto:
A Palavra de Deus é luz que guia na escuridão. É semente de paz, de justiça e perdão. (bis).
Ou:
É como a chuva que lava é como fogo que arrasa. Tua Palavra é assim, não passa por mim sem deixar um sinal.
- Primeira Leitura – Is 66,18-21
- Salmo: 116(117)
- Segunda Leitura – Hb 12,5-7.11-13
- Canto de Aclamação: a escolha...
- Evangelho – Lc 13 , 22-30
- Homilia: Pode ser feita em forma de Leitura Orante ( leitura – meditação- oração –contemplação/ação) a partir de um ou de todos os textos bíblicos proclamados. Importante: na hora da meditação (O que diz o texto para nós hoje?) fazer clara ligação com os elementos principais que CR nos ensinou: “catequese como processo de iniciação à vida de fé”; “interação fé e vida”; “Bíblia como livro por excelência da catequese”; “Catequese transformadora”; “opção preferencial pelos pobres”; “catequese inculturada”;“Catequese evangelizadora”; “catequese comunitária e integrada nas outras pastorais”, etc.
(Obs: Em lugares onde não há padre pode-se também escrever em folhas de papel os elementos acima para serem refletidos entre todos).
Profissão de Fé: enquanto os/as catequistas acendem as velas no Círio Pascal, motivar o mantra:
Canto: Ó luz do Senhor que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós.
-Presidente: (explica o sentido deste gesto) para depois perguntar: Vocês creem em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra e assim o ensinam na catequese?
- Catequistas: Sim creio
Presidente: Vocês creem em Jesus Cristo e o seguem com fidelidade, levando os catequisandos a fazer a experiência do Encontro com Ele?
- Catequistas: Sim creio e procuro seguir
- Presidente:Vocês creem no Espírito Santo que com o Pai e o Filho formam a melhor comunidade de amor e incentivam o espírito comunitário na catequese?
- Catequistas: Sim creio e incentivo.
- Presidente: Vocês creem que a Igreja-comunidade é caminho para a construção do Reino de Deus na história que leva ao Reino definitivo e ajudam a todos a vivenciar esta mesma fé?
- Catequistas: Sim creio e procuro testemunhar.
- Presidente:Esta é a fé da Igreja que no batismo recebestes. Renovai-a neste Ano da Fé e esforçai-vos para cultivá-la naqueles que vos foram confiados na catequese.
- Catequistas: Assim seja!
LITURGIA EUCARÍSTICA

- Apresentação das Oferendas
Canto: Queremos oferecer (CD - avancem para águas mais profundas)
- Oração Eucarística – (segue normal até depois da comunhão.)

RITOS FINAIS

Envio dos catequistas: Antes da Benção Final o presidente convida os/as catequistas a se colocarem diante do altar e lhes apresenta uma Bíblia aberta na qual todos/as colocam sua mão direita.

- Comentarista: Foi a CATEQUESE RENOVADA que abriu o caminho para a Palavra de Deus, tornando a Bíblia o livro por excelência da catequese. O/a Catequista é, por isso, considerado ministro da Palavra e sua missão é dar a conhecê-la para que seja amada e vivida. É importante que esse compromisso se renove constantemente...
Presidente: Animados pelo Espírito Santo e enviados pela comunidade continuai o caminho de educação da fé que tem sua fonte na Palavra de Deus. E que esta Palavra também seja Luz e força para realizar o serviço da construção de seu Reino de Fraternidade!
Que o Senhor vos proteja e vos guarde,
Que faça iluminar sobre vós a sua face e vos dê a Paz!
(e dirigindo-se a todos): Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, o Pai, o Filho e o Espírito Santo...
Todos: Amém.
Canto final: a escolha...

DÉCIMO OITAVO DOMINGO COMUM (04.08.13)

Lucas 12,13-21
“Tenham cuidado com qualquer tipo de ganância”
        Mais uma vez nos deparamos com um dos temas favoritos de Lucas - o combate à ganância, em todas as suas formas, especialmente dentro da comunidade dos discípulos de Jesus. A parábola de hoje só se encontra neste Evangelho, sublinhando assim o interesse de Lucas pelo assunto.
        Ressoa com todas as letras a advertência de Jesus para os seus discípulos: “Atenção! Tenham cuidado com qualquer tipo de ganância” (v. 15b). Com certeza, a caminhada de mais ou menos cinquenta anos das comunidades cristãs, até a data do escrito de Lucas, tinha mostrado que os cristãos não eram isentos da tentação da acumulação de bens, e do individualismo. Cumpre assinalar que o Evangelho não nega o valor nem a necessidade de bens materiais. Afinal, sem eles não seria possível ter uma vida digna e humana - o que Deus quer para todos os seus filhos e filhas. A luta não é contra os bens, mas contra a ganância, o egoísmo, a acumulação, a confiança no aumento dos bens como valor supremo das nossas vidas.
        Se foi importante fazer esta advertência há quase dois mil anos, quanto mais hoje, quando nós vivemos mergulhados em um mundo de consumismo e materialismo; quando se prega o “evangelho” da competitividade e acumulação; onde os profetas do projeto neo-liberal da exclusão entram todos os dias em nossos lares, através da televisão e da internet; onde a meta do sistema é concentrar cada vez mais bens nas mãos de uma elite privilegiada, excluindo, cada vez mais, pessoas que não podem competir. Até Deus e a religião se tornam bens rentáveis, com certos “pregadores do Evangelho”, auto-denominados de “Apóstolos” “Bispos” ou “Pastores” se enriquecendo escandalosamente às custas dos fiéis ingênuos e manipulados.. Como nós cristãos vivemos mergulhados neste ambiente, acontece muitas vezes que, sem dar conta do fato, nós o assimilamos, como por osmose, diluindo o evangelho da fraternidade e solidariedade, e reduzindo a prática religiosa ao âmbito individual e intimista, tirando dela a sua força transformadora.  Os pronunciamentos recentes do Papa Francisco sobre esse assunto são mais do que oportunos.
        O rico da parábola muito bem poderia representar a ideologia do sistema vigente dos nossos dias. Chama a atenção o número de vezes que ele usa as palavras “eu”, “meu” “minha” - é um homem totalmente fechado no seu mundinho, fechado sobre si, sem sensibilidade diante dos sofrimentos e necessidades dos irmãos e irmãs.
        Jesus o chama de “louco” - não por ter o suficiente para viver bem, nem por alegrar-se com este fato, mas por colocar o sentido da sua vida na acumulação de riquezas, achando que isso lhe traria a felicidade por si. A pergunta que Jesus faz: “E as coisas que você preparou, para quem vão ficar?” (v. 20), levanta a pergunta fundamental que todos nós temos que responder: qual é o sentido da nossa vida? O que é realmente importante? Sobre o que baseamos a nossa felicidade? Pois, tudo passará - e então seria tolice fundamentar a nossa felicidade sobre algo que necessariamente vai acabar. É um convite para que achemos o alicerce firme para a nossa caminhada, para a nossa felicidade. Podemos construir as nossas vidas sobre areia - movediça, sem firmeza; ou sobre a rocha - firme e imutável. Sobre coisas efêmeras, ou sobre Deus e o seu projeto de solidariedade, fraternidade e partilha.

        O homem da parábola terminou a sua vida na frustração, perdeu tudo, e a sua vida acabou sem sentido. E Jesus nos adverte: “Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico para Deus!” (v. 21). A escolha é nossa!

Tomaz Hughes SVD
                                                                                 e-mail: thughes@netpar.com.br

Feliz Dia do Padre

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

VOCAÇÃO: BUSCA E CONVITE


A vocação é o chamado de Deus. Somos chamados por Deus de várias maneiras, nos acontecimentos de nossa vida.

Os primeiros discípulos de Jesus devem tomar a iniciativa, sem esperar que Jesus os chame. Para eles, bastou o testemunho de João Batista de que Jesus é o libertador. A partir desse momento, descobrem que em Jesus está a resposta a todos os seus anseios. O Batista, por causa do testemunho, perde os discípulos. Estes, pela coragem da opção que fizeram, dão pleno sentido a suas vidas e passam a ser testemunhas para os outros.

As primeiras palavras de Jesus, no evangelho de João são: “O que vocês estão procurando”? Do início ao fim de nossas vidas, estamos à procura de algo ou de alguém. Como discípulos, procuramos saber quem é Jesus. E ele testa nossa sede, perguntando-nos o que estamos procurando. Esta pergunta, que aparece nos momentos cruciais do evangelho de João, costuma se manifestar nas fases decisivas de nossa vida: “O que estamos procurando”?

A resposta dos discípulos é movida pelo desejo de comunhão: “Mestre, onde moras”?. Os discípulos não estão interessados em teorias sobre Jesus. Querem, ao contrário, criar laços de intimidade com Ele.

Para criar intimidade com Jesus, é preciso partir, fazer experiência: “Venham ver!”. E o resultado da experiência já aparece: “Então eles foram e viram onde Jesus morava. E permaneceram com Ele naquele dia”. Por ora os discípulos permanecem com Jesus. Mais adiante, o Mestre dirá: ”Permaneçam em mim”. Permanecer com Jesus e com as pessoas é fácil. O difícil é permanecer n’Ele e nas pessoas. Só aí é que a comunhão será plena.

O Evangelho afirma que a experiência com Jesus valeu a pena: “Eram mais ou menos quatro horas da tarde”. Quatro horas da tarde, em linguagem simbólica, é o momento gostoso para o encontro, ou a hora das opções acertadas. O passo dado pelos primeiros discípulos foi de ótima qualidade. Valeu a pena
Nós também necessitamos permanecer com Jesus, permanecer n’Ele, seguir os seus ensinamentos e poder dizer para todo mundo; “Valeu a pena”.

 Padre Wagner Augusto Portugal

FONTE: ♥ Jardim da Fé  ♥

Oração pelos Sacerdotes


Ó Deus Eterno e Todo-Poderoso, olha para a face de teu Cristo e por amor a Ele que é eterno e sumo sacerdote, tem piedade de TEUS PADRES.
Lembra, ó Deus cheio de misericórdia, que eles são seres humanos, fracos e frágeis.
Desperta neles a graça da vocação que está neles pela imposição das mãos do bispo.
Guarda-os unidos a Ti para que o inimigo não prevaleça contra eles, a fim de que nunca façam coisa alguma, por mínima que seja, indigna de sua vocação sublime.
Ó Jesus, eu te peço pelos TEUS PADRES fiéis e fervorosos, pelos TEUS PADRES infiéis e tíbios, pelos TEUS PADRES que trabalham em sua terra ou fora no campo de missão. Pelos TEUS PADRES em tentação, pelos padres isolados e solitários, pelos TEUS PADRES jovens e idosos, pelos TEUS PADRES doentes e agonizantes, pelas almas dos TEUS PADRES no purgatório.
Mas acima de tudo, eu te recomendo os padres a quem mais devo: o padre que me batizou, os padres que me absolveram dos pecados, os padres de cujas missas participei e que me deram teu corpo e teu sangue na santa comunhão. Os padres que me ensinaram e me instruíram ou me ajudaram e encorajaram todos os padres a quem sou devedor de uma ou de outra forma.
Jesus guarda-os todos juntos de teu coração e abençoa-os ricamente no tempo e na eternidade.
Amém
Maria, Rainha do clero, roga por nós, e obtém para nós muitos padres santos.
Amém.

https://www.facebook.com/padrereginaldomanzotti

QUANDO SE BUSCA DEUS NO LUGAR ERRADO

Na noite do dia 2 de julho, cerca de duzentas pessoas, escolhidas entre os pobres e mendigos de Roma, jantaram nos jardins do Vaticano, em frente à gruta de Nossa Senhora de Lourdes. Foram acolhidas pelo Cardeal Giuseppe Bertello, que lhes deu as boas-vindas em nome do Papa Francisco: «Como vocês sabem, esta é a casa de vocês, e nós os recebemos com alegria. Diante de nós está a imagem de Nossa Senhora, que nos olha com serenidade. É o mesmo olhar que eu desejo a todos vocês e àqueles que os acompanham com muito amor».

O jantar foi organizado pelo “Círculo de São Pedro”, uma antiga associação romana de leigos cristãos, que procuram demonstrar em fatos concretos o amor de Deus e da Igreja pelas pessoas em necessidade. Foi o que explicou, naquela noite, um de seus membros: «Todos os dias, nos três refeitórios de que dispomos, alimentamos a quem nos procura, sem olhar para a nacionalidade ou religião a que pertencem. Os comensais aqui presentes foram escolhidos dentre esses nossos frequentadores habituais. Fomos buscá-los em quatro pontos da cidade».

Na manhã seguinte, festa de São Tomé, como de costume, o Papa Francisco celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta, onde reside. Referindo-se ao Apóstolo que, tocando nas chagas de Jesus, descobriu a sua ressurreição e divindade, o Pontífice indicou o caminho mais rápido para chegar a Deus:sanar as feridas de Jesus que machucam uma multidão de irmãos sofredores. 
Trago alguns tópicos de sua homilia. A tradução não é literal, mas o pensamento é autêntico.
Quando Tomé vê Jesus em seu corpo limpo, perfeito e luminoso, é convidado a colocar o dedo na ferida dos pregos e em seu lado transpassado. Com este gesto, ele reconhece a ressurreição e a divindade de Jesus, revelando, assim, que não há outro caminho para o encontro com Jesus-Deus senão as suas feridas.

Na história da Igreja, sempre houve e há enganos no percurso que leva a Deus. Muitos pensam que o Deus vivo possa ser encontrado na especulação, e se esforçam para aprofundar suas reflexões. Não são poucos os que se perdem nessa busca, pois, mesmo que possam chegar ao conhecimento da existência de Deus, nunca chegam à experiência de Jesus Cristo, Filho de Deus. É o caminho dos gnósticos, gente muito esforçada, que trabalha, mas que não descobre o rumo certo. Percorrem um caminho complicado, que não leva a lugar nenhum.

Outros pensam que, para chegar a Deus, precisam mortificar-se, ser austeros, e optam pelo caminho da penitência e do jejum. Infelizmente, nem eles chegam ao Deus vivo e verdadeiro, ao Deus de Jesus Cristo. São os pelagianos. Acreditam que só podem alcançar a Deus a partir de si mesmos, com seus esforços e méritos. Eles também não conhecem o caminho indicado por Jesus para encontrá-lo: as suas chagas.

A questão é descobrir onde estão hoje as chagas de Jesus. A resposta é simples: nós tocamos nas feridas de Jesus quando praticamos as obras de misericórdia corporais e espirituais em favor do próximo. Hoje quero destacar as corporais, aquelas que me levam a socorrer os irmãos e as irmãs que sofrem, que passam fome, que têm sede, que estão nus, que são humilhados, que são escravizados, que estão presos, que jazem nos hospitais. 
Estas são hoje as chagas de Jesus. Sem dúvida, é coisa boa, útil e até mesmo necessária fundar centros para socorrer os necessitados. Mas, se pararmos nisso, não passamos de filantropos. Devemos tocar nas feridas de Jesus, acariciar as feridas de Jesus, cuidar das feridas de Jesus, beijar as feridas de Jesus. Como São Francisco que, depois de abraçar o leproso, viu a sua vida mudar.

Como se percebe, não precisamos de cursos de reciclagem para chegar a Deus, mas simplesmente sair às ruas e buscar e tocar nas chagas de Cristo em quem é pobre, frágil e marginalizado. Sem dúvida, não será simples nem espontâneo. Mas, é para isso que existem a oração e a penitência: para obtermos a coragem de penetrar nas feridas de Jesus em quem sofre ao nosso lado. E, assim, ter a certeza de encontrar o Deus vivo e verdadeiro.
Dom Redovino Rizzardo, cs
Bispo de Dourados (MS)

Pratique a Solidariedade


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Números da JMJ Rio 2013

Dom Orani acabou de divulgar para a imprensa os números da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Ei-los:

3,7 milhões de pessoas na missa de envio.
3,5 milhões de pessoas na vigília.
600 mil pessoas presentes na missa de abertura da JMJ.
R$ 1,8 bilhões desembolsados pelos turistas.
1,2 milhões de pessoas na missa de acolhida do Papa, em Copacabana.
2 milhões de pessoas na Via-Sacra.
427 mil inscrições.
175 países representados pelos peregrinos.
356.400 peregrinos inscritos com hospedagens.
356,4 mil vagas disponibilizadas para hospedagem em casas de família e instituições.
72,7% do total de inscritos estiveram na primeira vez no Brasil.
70 mil downloads no site oficial da JMJ Rio2013.
Mais de 200 mil acessos no site oficial da JMJ Rio2013.
Mais de 1,1 milhão de curtidas no Facebook da JMJ Rio2013.
10 mil downloads no Flickr oficial da JMJ Rio2013.
644 bispos inscritos (dos quais 28 são cardeais).
7.814 sacerdotes inscritos
632 diáconos inscritos.
6,4 mil jornalistas credenciados para cobrir a JMJ para 57 países.
264 locais de catequese, em 25 idiomas.
60 mil voluntários.
Mais de 800 artistas participantes dos Atos Centrais.
100 confessionários foram expostos na Feira Vocacional e no Largo da Carioca.
4 milhões de hóstias produzidas, 800 mil para missa de envio.
345 toneladas de resíduos orgânicos e 45 toneladas de materiais recicláveis, durante a JMJ Rio2013 (10% a menos do registrado na noite do último Ano Novo).
55% do público inscrito na JMJ é do sexo feminino.
60% do público inscrito na JMJ tem entre 19 e 34 anos.


FONTE: Facebook Anderson Andrade

OBRIGADO PELA VISITA

 Pastoral da Catequese Ibicaraí


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O caráter divino da Igreja


Onde está a Igreja aí está o Espírito Santo
Pela vida da Igreja, e sua história, podemos ver com clareza a sua transcendência e divindade. Nenhuma instituição humana sobreviveu a tantos golpes, perseguições, martírios e massacres. A sua divindade provém, antes de tudo, d’Aquele que é a sua Cabeça, Jesus Cristo. Ele fez da Igreja o Seu próprio Corpo (cf. Cl 1,18).
Podemos dizer que, humanamente falando, a Igreja, como começou, tinha tudo para não dar certo. Em vez de escolher os “melhores” homens do Seu tempo: generais, filósofos gregos e romanos, entre outros, Jesus preferiu escolher doze homens simples da Galileia, naquela região desacreditada pelos próprios judeus. “Será que pode sair alguma coisa boa da Galileia?” (Jo 1,46).
Para deixar claro a todos os homens de todos os tempos e lugares, o Senhor preferiu “escolher os fracos para confundir os fortes” (I Cor 1, 27), e também para mostrar que “todo este poder extraordinário provém de Deus e não de nós” (II Cor 4,7); para que ninguém se vanglorie do serviço de Deus.
Aqueles doze homens simples, pescadores na maioria, “ganharam o mundo para Deus” na força do Espírito Santo, que o Senhor lhes deu no dia de Pentecostes. “Sereis minhas testemunhas… até os confins do mundo”(At 1, 8). Pedro e Paulo, depois de levarem a Boa Nova da salvação aos judeus e aos gentios da Ásia e Oriente Próximo, chegaram a Roma, a capital do mundo na época, e ali implantaram o Cristianismo. Pagaram com suas vidas sob a mão criminosa de Nero, no ano 64, juntamente com tantos outros mártires, que fizeram o escritor cristão Tertuliano (220) dizer que: “o sangue dos mártires era semente de novos cristãos”. Estimam os historiadores da Igreja em cem mil mártires nos três primeiros séculos. Talvez isso tenha feito os Padres da Igreja dizerem que “christianus alter Christus” (o cristão é um outro Cristo).
Mas esses homens simples venceram o maior império que até hoje o mundo já conheceu. Aquele que conquistou todo o mundo civilizado da época, não conseguiu dominar a força da fé. As perseguições se sucederam com os Césares romanos, até que Constantino, cuja mãe se tornara cristã, Santa Helena, se converteu ao Cristianismo. No ano 313 ele assinava o edito de Milão, proibindo a perseguição aos cristãos, depois de três séculos de sangue.
Mesmo depois disso surgiu um outro imperador que quis acabar com o Cristianismo, Juliano, mas deu-se por vencido, e no leito de morte exclamou: “Tu venceste, ó galileu!”. Por fim, por volta do ano 380, o imperador Teodósio tornava o Cristianismo a religião do Império. Roma fora vencida pela força da fé.
“Tu és Pedro; e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja [...] e as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). Depois da perseguição romana, vieram as terríveis heresias. Já que o demônio não conseguiu destruir a Igreja, a partir de fora, tentava agora fazê-lo a partir de dentro. De alguns patriarcas das grandes sedes da Igreja, Constantinopla, Alexandria, etc., surgiam as falsas doutrinas, ameaçando dilacerar a Igreja por dentro. Mas, ao mesmo tempo, o Espírito Santo suscitava os grandes defensores da fé e da sã doutrina, os Padres da Igreja: Inácio de Antioquia (†107), Clemente de Roma (102), Ireneu de Lião (202), Cipriano de Cartago (258), Hilário de Poitiers (367), Cirilo de Jerusalém (386), Anastácio de Alexandria (373), Basílio (379), Gregório de Nazianzo (394), Gregório de Nissa (394), João Crisóstomo de Constantinopla (407), Ambrósio de Milão (397), Agostinho de Hipona (430), Jerônimo (420), Éfrem (373), Paulino de Nola (431), Cirilo de Alexandria (444), Leão Magno (461) e tantos outros que o Espírito Santo usou para derrotar as heresias nos diversos Concílios dos primeiros séculos.
Assim, foi vencido o perigo do arianismo de Ário, o macedonismo de Macedônio, o monofisismo de Êutiques, o monotelitismo de Sérgio, o novacionismo de Novaciano, o nestorianismo de Nestório, além de muitos erros de doutrina.
E assim, guiada pelo Espírito da Verdade (cf. Jo 16,13), que haveria de conduzi-la “a toda a verdade”, infalível e invencível, a Igreja foi caminhando até nossos dias. Entre tantos outros combates, venceu a própria miséria dos seus filhos, muitas vezes, mergulhados nas trevas do pecado; venceu os bárbaros que queriam destruir Roma e a fé; venceu os iconoclastas que queriam suprimir as imagens sagradas; venceu os déspotas e reis que queriam tomar as suas rédeas sagradas; venceu o nazismo, venceu a força diabólica do comunismo que fez tantos mártires; enfim, venceu… venceu… e venceu…., não com a força das armas e do ódio, mas com a força invencível da fé e do amor.
Certa vez Stalin, ditador soviético, para desafiar a Igreja, perguntou quantas legiões de soldados tinha o Papa; é pena que não sobrevivesse até hoje para ver o que aconteceu com o comunismo. Jesus deixou a Sua Igreja na terra, como “Lumen Gentium”, a luz do mundo, até que Ele volte. Todas as outras igrejas cristãs são derivadas da Igreja Católica; as ortodoxas romperam com ela em 1050; as protestantes em 1517; a anglicana, em 1534, entre outras. Só a Igreja Católica existia no século I, no século V, no século X, no século XX; só ela tem uma história ininterrupta de 20 séculos; ensinando, sem erro, o que Cristo entregou aos Apóstolos, sem omitir nada. A sucessão dos Papas é ininterrupta desde São Pedro. Isso é um fato inigualado por qualquer outra instituição humana em toda a história. Por isso, nenhuma outra igreja pode pretender ser a Igreja que Jesus fundou. Só ela é como Jesus quis: una, santa, católica e apostólica.
A Igreja, portanto, é mais do que uma simples instituição humana, é divina; por isso, ela é como afirmou São Paulo: “A coluna e o sustentáculo da verdade” (cf. I Tm 3, 15). Assim como aquela coluna de fogo guiou os israelitas no deserto, a Igreja nos guia até o céu. Os Padres da Igreja cunharam aquela frase que ficou marcada: “Ubi Petrus, ibi ecclesia; ubi ecclesia ibi Christus” (Onde está Pedro, está a Igreja; onde está a Igreja está Cristo).
Santo Ireneu (140-202) dizia que “onde está a Igreja aí está o Espírito Santo”. E Santo Inácio de Antioquia (†107), já no primeiro século, ensinava: “Onde está Cristo Jesus, aí está a Igreja Católica”. No século IV, Santo Agostinho repetia que: “Onde está a Igreja, aí está o Espírito de Deus. Na medida que alguém ama a Igreja é que possui o Espírito Santo [...]. Fazei-vos Corpo de Cristo se quereis viver do Espírito de Cristo. Somente o Corpo de Cristo vive do seu Espírito”.
Prof. Felipe Aquino

Discurso do Papa Francisco aos voluntários da JMJ Rio2013

Viagem Apostólica ao Brasil – JMJ 2013

Discurso do Papa Francisco

Rio Centro – Rio de Janeiro

Domingo, 28 de julho de 2013



Queridos voluntários,
boa tarde!

Não podia regressar a Roma sem antes agradecer, de modo pessoal e afetuoso, a cada um de vocês pelo trabalho e dedicação com que acompanharam, ajudaram, serviram aos milhares de jovens peregrinos; pelos inúmeros pequenos detalhes que fizeram desta Jornada Mundial da Juventude uma experiência inesquecível de fé. Com os sorrisos de cada um de vocês, com a gentileza, com a disponibilidade ao serviço, vocês provaram que “há maior alegria em dar do que em receber” (At 20,35).

O serviço que vocês realizaram nestes dias me lembrou da missão de São João Batista, que preparou o caminho para Jesus. Cada um, a seu modo, foi um instrumento para que milhares de jovens tivessem o “caminho preparado” para encontrar Jesus. E esse é o serviço mais bonito que podemos realizar como discípulos missionários: preparar o caminho para que todos possam conhecer, encontrar e amar o Senhor. A vocês que, neste período, responderam com tanta prontidão e generosidade ao chamado para ser voluntários na Jornada Mundial, queria dizer: sejam sempre generosos com Deus e com os demais. Não se perde nada; ao contrário, é grande a riqueza da vida que se recebe!

Deus chama para escolhas definitivas, Ele tem um projeto para cada um: descobri-lo, responder à própria vocação significa caminhar na direção da realização jubilosa de si mesmo. A todos Deus nos chama à santidade, a viver a sua vida, mas tem um caminho para cada um. Alguns são chamados a se santificar constituindo uma família através do sacramento do Matrimônio. Há quem diga que hoje o casamento está “fora de moda”; Está fora de moda? Na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é “curtir” o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, “para sempre”, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã. Em vista disso eu peço que vocês sejam revolucionários, eu peço que vocês vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório que, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de “ir contra a corrente”. E também tenham a coragem de ser felizes!

O Senhor chama alguns ao sacerdócio, a se doar a Ele de modo mais total, para amar a todos com o coração do Bom Pastor. A outros, chama para servir os demais na vida religiosa: nos mosteiros, dedicando-se à oração pelo bem do mundo, nos vários setores do apostolado, gastando-se por todos, especialmente os mais necessitados. Nunca me esquecerei daquele 21 de setembro – eu tinha 17 anos – quando, depois de passar pela igreja de San José de Flores para me confessar, senti pela primeira vez que Deus me chamava. Não tenham medo daquilo que Deus lhes pede! Vale a pena dizer “sim” a Deus. N’Ele está a alegria!

Queridos jovens, talvez algum de vocês ainda não veja claramente o que fazer da sua vida. Peça isso ao Senhor; Ele lhe fará entender o caminho. Como fez o jovem Samuel, que ouviu dentro de si a voz insistente do Senhor que o chamava, e não entendia, não sabia o que dizer, mas, com a ajuda do sacerdote Eli, no final respondeu àquela voz: Senhor, fala eu escuto (cf. 1Sm 3,1-10) Peçam vocês também a Jesus: Senhor, o que quereis que eu faça, que caminho devo seguir?

Caros amigos, novamente lhes agradeço por tudo o que fizeram nestes dias. Agradeço às pastorais, novas comunidades e movimentos que colocaram seus membros a serviço desta jornada. Não se esqueçam de nada do que vocês viveram aqui! Podem contar sempre com minhas orações, e sei que posso contar com as orações de vocês.