terça-feira, 30 de outubro de 2012

Livrinho Oração do Credo - parte 2

 
 







Livrinho Oração do Credo - parte 1

Boa tarde, povo de Deus!
Espero que todos estejam bem!
Eu estou muito contente e confiante que durante este Ano da Fé, Deus realizará muitíssimas maravilhas em nossas vidas!

EU CREIO!

E para comemorar, acabei agorinha este livrinho com a Oração do Credo!
Eu a rezo todos os dias no terço, e você?  
Catequistas habituem-se a rezar esta poderosa oração em seus encontros!

Espero que vocês gostem e compartilhem, mais importante que ter a oração decorada é sabermos e ensinarmos a origem dela.  Assim a profissão da fé será mais rica ainda!
O Papa nos incentivou a sempre professarmos nossa fé, então não percamos tempo!

Paz de Cristo!







TOCAR O CEGO


Organização:
  •  As crianças sentadas em círculo.
  •  Ao centro, uma criança de olhos vendados.

Execução:
  •  Uma criança do círculo se levantará, tocará o ceguinho e se sentará novamente. 
  • Pelos movimentos feitos, o cego tentará adivinhar quem o tocou. A pessoa descoberta passará a ser o ceguinho.
  •  Quem for ceguinho três vezes paga prenda.

 Portal Sementinha kids

POR QUE ESTA VIDA É TÃO PRECÁRIA ?

Da flor que se abre logo estará murcha, todo dia que nasce logo termina
Uma das reflexões mais profundas que podemos fazer é sobre a efemeridade de todas as coisas que envolvem nossa existência. Deus dispôs tudo de modo que nada fosse sem fim aqui nesta vida. Qual seria o desígnio de Deus nisso? Cada dia de nossa vida temos de renovar uma série de procedimentos: dormir, tomar banho, alimentar-nos, etc. Tudo é precário, nada é duradouro; tudo deve ser repetido todos os dias. A própria manutenção da vida depende do bater interminável do cora­ção e do respirar contínuo dos pulmões. Todo o organismo repete sem cessar suas operações para a vida se manter. Tudo é transitório… Nada permanente. Toda criança se tornará um dia adulta e, depois, idosa. Toda flor que se abre logo estará murcha, todo dia que nasce logo termina… E assim tudo passa, tudo é transi­tório, Por que será? Porque tudo nesta vida é passaheiro? Com­pra-se uma camisa nova, e logo já está surrada; compra-se um carro novo, e logo ele estará bastante rodado e vencido por novos modelos, e assim por diante.A razão inexorável dessa precariedade das coisas também está nos planos de Deus. A razão profunda dessa realidade tão transitória é a lição cotidiana que Deus nos quer dar de que esta vida é apenas uma passagem, um aperfeiçoamento, em busca de uma vida duradoura, eterna, perene.
Em cada flor que murcha e em cada homem que falece, é como se Deus nos dissesse: “Não se prendam a esta vida transitória. Preparem-se para aquela que é eterna, quando tudo será duradouro, e nada precisará ser renovado dia a dia. “Isto mostra-nos também que a vida está em nós, mas não é nossa. Quando vemos uma bela rosa murchar, é como se ela estivesse nos dizendo que a beleza está nela, mas  não lhe pertence. Quando vemos uma bela artista envelhecer, é como se ela nos dissesse: “a beleza está em mim, mas não me pertence”.
Com a precariedade da vida e de tudo o que nos cerca, Deus nos ensina, diária e constantemente, que tudo passa e que não adianta querermos construir o céu aqui nesta terra. Ainda assim, mesmo 
com essa lição permanente que Deus nos dá, muitos de nós somos levados a viver como aquele homem rico da parábola narrada por Jesus. Ele abarrotou seus celeiros de víveres e disse à sua alma: “Descansa, come, bebe e regala-te” (Lc 12,19); ao que Deus lhe disse: “Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma” (Lc 12,20).
A efemeridade das coisas é a maneira mais prática e cons­tante que Deus encontrou para nos dizer a cada momento que aquilo que não passa, que não se esvai, que não morre, é aquilo de bom que fazemos para nós mesmos e, principalmente, para os outros. Os talentos multiplicados no dia-a-dia, a perfei­ção da alma buscada na longa caminhada de uma vida de me­ditação, de oração, de piedade, essas são as coisas que não passam, que o vento do tempo não leva e que, finalmente, nos abrirão as portas da vida eterna e definitiva, quando “Deus será tudo em todos” (cf. I Cor 15,28).
A transitoriedade de tudo o que está sob os nossos olhos deve nos convencer de que só viveremos bem esta vida, se a vivermos para os outros e para Deus, de acordo com Sua Vontade e suas Leis. São João Bosco dizia que “Deus nos fez para os outros”. Só o amor; a caridade, o oposto do egoísmo, pode nos levar a compreender a verdadeira di­mensão da vida e a necessidade da efemeridade terrena.
Se a vida na terra fosse incorruptível, muitos de nós jamais pensarí­amos em Deus e no céu. Acontece que Ele tem para nós “algo mais excelente”, aquela vida que levou São Paulo a exclamar: “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Cor 2,9).
A corruptibilidade das coisas da vida deve nos convencer de que Deus quer para nós uma vida muito melhor do que esta – uma vida junto d´Ele. E, para tal, Ele não quer que nos acostu­memos com esta, mas que busquemos a outra, onde não have­rá mais sol porque o próprio Deus será a luz, e não haverá mais choro nem lágrimas, porque Ele mesmo as enxugará.
Aqueles que não crêem na eternidade jamais se confor­marão com a precariedade desta vida terrena, pois sempre so­nharão com a construção do céu nesta terra. São os seguidores dos filósofos ou pensadores ateus como Voltaire, Nietzsche, Fuerbach, Marx, Saramago, Freud, Sartre, Kierkegaard e tantos outros que se incumbiram de fomentar o desespero nas almas e até o suicídio, por não crerem em Deus. Esses não se conformaram com a precariedade da vida e a achavam lamentável. Mas, para os que crêem, para aqueles que a Luz de Cristo iluminou a sua vida, já que “Ele é a luz que vindo a este mundo ilumina todo homem” (João 1, 9), a efemeridade tem sentido: pois canta a Liturgia que “a vida não será tirada, mas transformada”; o “corpo corruptível se revestirá da incorrupti­bilidade” (1Cor 15,54) em Jesus Cristo.
São Paulo, falando aos filipenses, explicou tudo em poucas palavras: “Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura.” (Fil 3, 20-21). E disse aos corintios: “Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível; semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso; semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual”. (1Cor 15, 42-43) E ainda: “Se é só para essa vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástima” (1 Cor 15,19).
Enquanto essas verdades não caírem no fundo de nossa alma, e ali produzirem os seus frutos, não seremos verdadeiramente felizes e realizados neste mundo. Mas também isso é graça de Deus.
Prof. Felipe Aquino

VOCE JÁ TEVE SEU ENCONTRO PESSOAL COM JESUS ?

Ver Jesus é uma necessidade urgente para este tempo. Somente quem consegue vê-Lo, ou seja, ter uma experiência profunda com Sua presença, consegue chegar às últimas consequências sem desanimar pelo caminho.

Não basta seguir aqueles que tiveram a graça de um encontro pessoal com Jesus. É preciso encontrá-Lo também, fazer nossa própria experiência. É pessoal, o próprio nome já diz tudo: eu preciso ter a minha própria experiência pessoal com Jesus. 

Certamente que as experiências dos outros nos edificam, mas é preciso que cada um receba a graça do seu encontro pessoal com Jesus. E esse encontro é único, acontece para cada um de maneira diferente. A experiência não se repete, é totalmente pessoal.

Veja a importância desse encontro pessoal com o Senhor, o Cristo Vivo, e fazendo essa experiência, que você possa com a sua vida transmitir as maravilhas dessa grande graça aos demais, de maneira que ao virem a transformação da sua vida, possam clamar: "Queremos ver Jesus"!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Um jeito diferente de olhar para o Salmo 23

O Senhor é o meu Pastor…Isto é relacionamento!

Nada me faltará…Isto é suprimento!

Caminhar me faz por verdes pastos…Isto é descanso!

Guia-me mansamente a águas tranquilas…Isto é refrigério!

Refrigera minha alma…Isto é cura!

Guia-me pelas veredas da justiça…Isto é direção!

Por amor de seu nome…Isto é propósito!

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte…Isto é provação!

Eu não temeria mal algum…Isto é proteção!

Porque tu estás comigo…Isto é fidelidade!

A tua vara e o teu cajado me consolam…Isto é esperança!

Unge a minha cabeça com óleo…Isto é consagração!

E o meu cálice transborda…Isto é abundâcia!

Certamente que a bondade e a misericordia me seguirão todos os dias da

minha vida…Isto é benção!

E eu habitarei na casa do Senhor…Isto é segurança!

Por longos dias…Isto é eternidade!
 

Pedagogia da Catequese - CREIO NA VIDA ETERNA

CREIO NA VIDA ETERNA

Num diálogo com catequistas as perguntas se direcionaram para questões como “vida eterna, morte, céu, inferno”.

Um catequista perguntou: “Eu sei que a morte é uma realidade, creio na vida eterna, acredito no céu, mas tenho muita dificuldade de falar sobre estes assuntos na catequese. Gostaria de receber algumas orientações”.

Estimados catequistas, há uma tendência de evitar estas realidades nas conversas, estudos e na catequese.

Cresce uma mentalidade de viver o momento presente, aproveitar bem este tempo de vida e não pensar muito no dia de amanhã. É claro que, também, não se pode viver em tensão e medo diante da certeza da morte e da vida futura.

Neste mês, lembramos o dia dos finados. É bom aproveitar esta data para dar uma boa catequese sobre os citados temas. Alguns pontos são fundamentais não só para a catequese, mas para a vida cristã.

MAIOR CERTEZA: RESSURREIÇÃO

O fundamento de nossa fé baseia-se na certeza de que nossa vida não termina com a morte. Cremos na ressurreição e na vida eterna. Aliás, isto nós professamos ao rezar o “Creio em Deus Pai”.

A morte deve ser entendida em três dimensões:

a) A morte é o fim da vida terrestre. Nossa vida é medida pelo tempo, ao longo do qual passamos por mudanças, envelhecemos e, como acontece com todos os seres vivos da terra, a morte aparece como fim normal da vida.

b) A morte é conseqüência do pecado. O pecado entrou no mundo e desorganizou os desígnios de Deus. Como conseqüência do pecado, do mal e do coração carregado de maldade, a morte entrou no mundo.

c) A morte é transformada por Jesus Cristo. Jesus Cristo passou pela morte, apesar de não ter pecado. Mas não ficou na morte. Três dias após o seu sepultamento ele ressuscitou. É na ressurreição de Jesus que a nossa vida adquire um novo sentido. “Se Cristo não ressuscitou inútil é a nossa fé”, afirma São Paulo (1Cor 15, 14). “Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, ele ressuscitou” (Lc 24, 5).

MISSÃO DA CATEQUESE

A catequese tem uma missão fundamental para orientar os catequizandos e a comunidade cristã sobre o verdadeiro sentido da vida, da ressurreição e da eternidade. Quem perde o horizonte da ressurreição debate-se no cotidiano da vida em busca de razões e angustia-se ao pensar que um dia deverá enfrentar a morte... e deixar tudo.

Viver sem esperança e certeza de vida eterna faz os sonhos serem pequenos, a vida limitada, os trabalhos sem finalidade, o sofrimento sem sentido e a luta de cada dia sem perspectiva.

Refletir sobre a morte, crer na ressurreição e na vida eterna é professar a fé na certeza de que a vida vem de Deus e volta para Deus. Em Jesus cremos que a morte não é o fim, mas a passagem para a vida nova em Cristo.

A Bíblia nos diz: “Esta é a vontade de meu Pai, que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna” (Jo 6, 40).

“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11, 26).

“Não queremos que ignoreis coisa alguma a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais com os outros homens que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morrerem” (1Tes 4, 13).

A catequese precisa ser anunciadora da esperança. A vida tem sentido porque cremos na ressurreição e na vida eterna. A fé é seta que aponta para o infinito. Não nascemos para o finito, o transitório e o perecível. Nascemos para a eternidade, para o “novo céu e a nova terra, onde não há mais choro nem lágrimas” (Ap 21, 4).

Sem esperança a vida não tem rumo, nem sentido e nem respostas. A fé na ressurreição e a certeza da vida eterna é fundamento da nossa esperança e a razão para construirmos o Reino de Deus.

Dom Juventino Kestering
 
TEXTO ENCONTRADO DO BLOG: http://jardimdafe.blogspot.com.br/

Teatro de Natal - O boi e o burro a caminho de Belém!

Gente amada, não adianta espernear, porque mais um ano está chegando ao seu final... Num piscar de olhos, entra Novembro e já é Natal... E como toda festa gera uma preparação, já é tempo de começar a ensaiar as peças teatrais de Natal. Tem já uns sete anos, fizemos essa peça na preparação com as crianças e achei bem legal, porque fugiu um pouquinho daquela coisa tradicional. Só que sumi com a peça e agora que minha companheira de guerra(Angela Rita) encontrou, vamos ensaiar para apresentar nesse ano. Fiz e recomendo! Vamos lá, escolha os atores e mãos à obra moçada!! Fazer a retratação do ambiente onde Jesus nasceu é muito importante, tanto é que São Francisco de Assis, com o intuito de evangelizar montou o primeiro presépio vivo em 1223. Sigamos os passos desse nosso espelho de Catequista. Beijo grande!
Imaculada

(Na foto Tais, minha filha amada aos seus 13 pra 14 anos e Danilo Andrade)

O BOI E O BURRO A CAMINHO DE BELÉM.

CENA 1
(Surgem o Boi e o Burro, ao ritmo da música(Berceuse) dançando, descontraídos) e examinando o ambiente. Ao terminar a música, eles se colocam de cada lado do palco)
BOI: Muuuuuu!!! (mugindo).
BURRO: Hiiiiiiiii!!! (relinchando).
BOI: Burro, ei Burro. Você está notando qualquer coisa hoje?
BURRO: Não estou notando nada, não, Boi!
BOI: Você é mesmo muito burro, hein amigo? Então não está vendo que tudo está meio mudado?
BURRO: (cheirando o ar). É verdade, amigo Boi. Tudo cheira diferente por estas bandas (cheirando com barulho).
BOI: (olhando o céu). E nunca o céu esteve tão estrelado, tão perto! (continua olhando o céu, e o Burro faz o mesmo).
BURRO: Não é que é verdade, amigo Boi, não é que é verdade? Sou mesmo muito burro... não tinha notado antes. Está tudo muito esquisito!(mudando de tom e olhando assustado para o Boi). Será que o mundo vai acabar, hem, Boi?
BOI: Talvez comece um outro mundo!
BURRO: (triste): E nós? Haverá pastagens para nós dois no outro mundo?
BOI: Sei não! (Enquanto isso, mais um susto...)
CENA 2:
(Entra a estrela de Belém, lentamente aos som de uma música natalina. Ela segura uma grande estrela de papelão nas mãos. O Boi e o Burro vão seguindo a estrela com os olhos)
BOI: Éhhhhh... esse lugar que era quieto, silencioso... agora...  (Ouve-se a flauta do Pastor. O Boi e o Burro olham espantados para o Pastor que toca a flauta de bambu, olhando para o céu).
PASTOR: (Já no palco parando de tocar olhando para o céu). Oh! (nesse momento a estrela de Belém fixa a estrela de papelão bem em cima do estábulo e sai de cena)
BURRO: (Seguindo o olhar do Pastor). Oh!
BOI: (idem).
PASTOR: A estrela parou.
BURRO: Parou.
BOI: Bem em cima.
OS DOIS: ... do nosso estábulo.
PASTOR: (Sempre fitando a estrela).  Grande como um girassol!
BURRO: Única no céu distante!
BOI:  Com o brilho de mil estrelas...
OS TRÊS: Nunca se viu outra igual!
BOI: (Aflito). Pastor, explica! Explica por que a estrela parou bem em cima do nosso estábulo!?
PASTOR: Mistério! Mistério, amigo Boi. Mistério que um pobre pastor não pode desvendar.
BOI: Nem eu...
BURRO: (Triste). Nem eu...
(O Pastor recomeça a tocar a flauta e sai dando uma volta por trás do estábulo, desaparecendo pela esquerda, ao fundo).
BOI: (Muito aflito, e ainda olhando para o céu). Burro! Ei burro!
BURRO: Que é boi?
BOI: (Aproximando-se bem do Burro, e falando quase em segredo). Estou muito desconfiado.
BURRO: De que Boi?
BOI: (Cheio de mistério). De que ele vai nascer aqui.
BURRO: (Escandalizado). Nem digo isto, Boi. Numa estrebaria tão suja. Tão pobre.
BOI: Então por que tudo isto? Por que a estrela parou bem em cima?...
BURRO: (Rápido). A estrela deve ter se enganado.
BOI: (Correndo o estábulo). E este cheiro tão doce por toda a parte...
BURRO: (Chegando para a cesta de capim encostada ao estábulo). Até o capim nosso de cada dia, cheira bem hoje...
(Corre  e diz à platéia, assustado). Onde já se viu isto? Pensar que ele ia nascer aqui... (Dá um salto, indo para o meio da cena, e indo nervosamente).
BURRO: (Assustado com a explosão do Boi, e segurando-o). Fica quieto, Boi. É bom irmos arrumando as coisas por aqui! (pega uma vassoura) Vamos fazer uma limpezinha, porque no caso de acontecer...
BOI: É mesmo (pega um pano e começa a limpar tudo, inclusive o rabo do burro e a própria cara) Vou buscar palha seca e fofa! (Eles saem e tornam a voltar segurando um pouco de palha. Cada um puxa a palha para seu lado e brigam)
BURRO: NÃO empurra, sou eu que arrumo!
BOI: Sou eu Burro, Sou eu! Saia Sou eu que quero arrumar a palhinha para o Menino!
CENA 3 – ANJOS
(Ouvem-se vários sininhos que vão aumentando de volume. Entram os anjinhos. Um, segurando uma vassoura prateada e bailando, vai varrendo a cena. O segundo carrega um jarro de água e o terceiro, uma bacia. Eles se encontram no meio do palco e o segundo anjo despeja água na bacia que é colocada perto da manjedoura. Dois outros, pegam as palhas espalhadas pelo Boi e pelo Burro, arrumando-as na manjedoura. O primeiro e o segundo anjos trazem uma toalhinha branca e colocam-na sobre as palhas. O terceiro anjo entra com um turíbulo, incensando todo o ambiente, inclusive o Boi e o Burro. Os anjinhos entram e saem num movimento contínuo e na ponta dos pés, como se dançassem. Durante toda a cena, os animais ficam estarrecidos, parados, um de cada lado, do palco. Quando o último anjinho sai, cessam os sininhos e o boi e o burro aproximam-se do estábulo)
CENA 4
( O boi e o burro observam a transformação do ambiente)
BURRO: Eles vieram arrumar...
BOI: Tudo está tão limpinho...
BURRO: (Desconsolado, dirige-se para a platéia e encosta a cabeça em algum lugar, como se estivesse chorando)
BOI: O que é burro?
BURRO: E nós, pobres bichos, que queríamos fazer este trabalho...
BOI: (triste): Quanta pretensão!
BURRO: Não percebemos que isto era trabalho para anjos e não para um boi babento...
BOI: Nem para um burro sujo
BURRO: (conciliador) Deixa pra lá, Boi! Não vamos brigar hoje. (aproximando-se do estábulo) Tudo está pronto!
BOI: Só falta acontecer... E só nós dois aqui...
BURRO: Um burro!
BOI: um boi!
OS DOIS: Pra tamanho acontecimento!
CENA 05MARIA E JOSÉ
(Ao som de uma musica, entram  José e Maria, este levando Jesus debaixo do manto invisível, enquanto caminham até o palco – Música baixa, enquanto o Burro e o Boi falam).
BOI: Oh!
BURRO: Oh!
BOI: (Ternamente, mas solene). Lá vem Maria lentamente carregando o mistério.
BURRO: Parece leve como a brisa.
BOI: Parece uma gota no capim da manhã.
BURRO: Lá vem José.
(Quando José e Maria chegam bem perto do estábulo, aumenta-se o volume da música. Quando entram no estábulo, cessa a música e sinhôs começam a soar. Os anjinhos chegam na ponta dos pés e, sempre bailando, fazem um círculo em torno de Maria. Eles escondem Maria que, de costas para o público, coloca o Menino Jesus na Manjedoura. Os anjinhos continuam a dançar, enquanto Maria e José se colocam na posição clássica do presépio. Ela ajoelhada e ele, no outro lado, de pé, apoiado no cajado. Os anjinhos vão se afastando e saem, sempre dançando. Um foco de luz cai sobre o Menino. Música durante toda a cena. O Boi e o Burro ficam num canto, só assistindo)
CENA 07
(O boi e o Burro aproximam-se na ponta dos pés)
BOI: Que maravilha!
BURRO: (puxando o Boi) Não se aproxime tanto! Não é bom que ele veja logo nossas caras feias...
BOI: Tem razão! Ele pode se assustar! (Maria sorri para eles)
BURRO: (Emocionado): A mãe dele está sorrindo!
BOI: Pra quem? Para nós dois?
BURRO: Éééé´! Só pode ser pra nós dois?! (Eles começam a pular de alegria. Maria sorri de novo e eles vão se aproximando com cuidado)
BOI: Acho que ele ta com frio??
BURRO:  Pois então, aqueça ele com seu bafo quente neh Boi!
BOI: (experimentando o bafo na mão) Boa idéia, Burro. Até que você ficou menos burro!
BURRO: E eu, com meu rabo, espanto as moscas
(Eles dirigem-se para a platéia e diz)
BOI: Nunca imaginei ser mais do que um boi!
BURRO: E eu então? Tão burro... Tão burro... Nunca imaginei... Nós dois, um boi e um burro, ligados para sempre ao mistério.
CENA 08
(O boi e o burro afastam-se lentamente até se colocarem nas posições clássicas do presépio, cada um de um lado, atrás do Menino Jesus. Ao som de NOITE FELIZ, pastores e pastoras, entram pelo meio do teatro, depois, os reis magos com seus presentes. Todos se ajoelham para adorar o Menino. O público pode ser orientado com antecedência para também trazer suas ofertas, que serão colocadas num cesto à frente do presépio vivo e, mais tarde doadas a  irmãos carentes.)

(Essa peça é uma adaptação da obra e Maria clara Machado. O texto original encontra-se no livro Teatro I da coleção “teatro” – editora Agir)
Personagens: Boi, Burro, estrela, Cinco anjinhos, Maria, José ,Três Reis Magos, Pastor.

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Veja um pouco da História dessa peça...

“O Boi e o Burro a Caminho de Belém”, texto de Maria Clara Machado.

Escrita em 1953, a peça é a estreia da autora escrevendo para o público infantil. O auto de natal, pensado, a princípio, para o teatro de bonecos, acabou adaptado para ser interpretado por atores. As melodias natalinas, sugeridas pela própria autora, marcam seu interesse em dar à música um papel de destaque em suas peças.

Montagem da peça em 1953 (Foto: Divulgação)

“O Boi e o Burro a Caminho de Belém” narra a história do nascimento de Jesus Cristo pelo ponto de vista do Boi e do Burro, duas personagens que estão presentes no tradicional presépio. Empregando uma linguagem simples, a dramaturga supõe como teria sido a separação do estábulo e como o nascimento do Filho de Deus fez com que o mundo se preparasse para recebê-lo.

Personagens reais e fictícios, como pastoras, reis magos, rainhas magas, anjos, o povo e a Estrela se misturam à frente dos dois animais, até que, com a chegada de Maria, José e do menino Jesus, a montagem de um presépio vivo se completa. 

A peça foi encenada pela primeira vez, em 1953, pela própria Maria Clara – com O Tablado, grupo fundado por ela em 1951 –, no Rio de Janeiro. Desse ano em diante, o espetáculo seria apresentado em 1954, 1957, 1959, sob a sua direção e basicamente com a mesma equipe.

Uma quinta versão da montagem foi realizada, então, em 1971, apresentada cerca de 20 vezes, para um público total de mais de 3.000 espectadores. O êxito se repetiria durante muitos anos: 1973, 1974, 1986, 1991 e 1992, sempre com direção de Maria Clara.

Em 2001, ano do falecimento da autora, “O Boi e o Burro no Caminho de Belém” foi encenado por Bernardo Jablonski, que já participava das montagens desde 1971, no elenco ou como assistente de produção e de direção.

Nestes últimos 10 anos, a tradição de montar este espetáculo prosseguiu e continua cada vez mais forte.

Ao que parece, o Natal no País, ou pelo menos no que diz respeito ao teatro brasileiro, não seria o mesmo sem essa peça, que já está enraizada na cultural teatral nacional e deve continuar espalhando, por um bom tempo, o espírito dessa época tão singular.
Texto: Felipe Del

Sorteio: pequena biblioteca da fé



        É com grande alegria e carinho que venho anunciar a realização do primeiro sorteio do blog " Nos Passos de Jesus". São 17 livros abençoados.

                    Infantis:
  • Agapinho - Padre Marcelo Rossi - Ed. Globo.
  • A Bíblia para crianças - Cristina Marques - Brasil Leitura. Uma coleção com 12 histórias do Antigo Testamento e um manual de orientação para pais e professores. Acompanha uma caixinha .  
                   Adultos:
  • Histórias que o povo conta - uma coletânea com 102 pequenas histórias que ensinam.( Visão Editora).
  • Volta ao mundo sem malas - José H. Prados Flores e Pe.Emiliano Tardif - Editora Canção Nova.
  • A Profecia do Avivamento - Pe. Roger Luis - Ed. Canção Nova.
  • Salmos-Minha vida, Minha Oração - Frei Patrício Sciadini -Editora Canção Nova.
         
         Para participar basta apenas seguir algumas regrinhas:
  • Seguir publicamente o blog.
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  • Obs: Quem divulgar a promoção em mais de um blog, ganhará pontos extras.
        
    As inscrições começam a partir de agora e serão encerradas no dia 31 de outubro. O sorteio acontecerá no dia 01 de novembro.

               Ficarei muito feliz com a sua participação.
               Que Deus nos abençoe!
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

#Em que cremos

Deus colocou em nosso coração um desejo: procurá-Lo e encontrá-Lo. Santo Agostinho diz: "Tu criaste-nos para Ti e o nosso coração está inquieto até encontrar o descanso em Ti." A este desejo de Deus chamamos religião. A busca de Deus é natural na pessoa humana. Toda a sua aspiração pela verdade e pela felicidade é, no fundo, uma busca daquilo que a sustenta absolutamente, que a satisfaz absolutamente, que a torna absolutamente útil. Uma pessoa só está totalmente consigo quando encontrou Deus. "Quem procura a verdade procura Deus, seja isso evidente ou não para ela." (Santa Edith Stein) [YouCat 03]

Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados (cf. At 5, 31).

Papa Bento XVI - Porta Fidei