terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Santa Missa do Natal

Na noite do dia 24/12 na Paróquia do Senhor Deus Menino de Ibicaraí foi realizada a Santa Missa do Natal do Senhor, celebrada pelo nosso Monsenhor Sebastião Bezerra de Oliveira.
Uma celebração muito alegre, bonita e de muita emoção para todos os presentes. A igreja que não é pequena ficou repleta de fiéis, que participavam da celebração com muito amor.
A celebração foi animada pelo coral Emílio e Luana onde com muito amor cantaram para animar a celebração.
No momento de louvor foi intronizado a imagem do Menino Jesus no presépio onde o nosso Monsenhor andou por todo o espaço da paróquia passando a imagem pelos fiéis até se dirigir para o presépio para colocá-lo na manjedoura.
No momento da homilia da palavra nosso paróco colocou o verdadeiro sentido do Natal para nós cristãos, onde ele aproveitar para falar sobre a ÚNICA igreja criada pelo próprio DEUS, que é a nossa Igreja Católica, colocando ainda como ensinamento, que DEUS NÃO AUTORIZOU HOMEM ALGUM PARA CRIAR OUTRA IGREJA, onde ele foi aplaudido com grande alegria por todos. Foram feitos vivas no final da pregação.
No final da Santa Missa foi entoado o cântico Maria e o Anjo protagonizados por Emílio e Luana onde fez com que todos se emocionassem.
Foi uma grande festa do Natal em nossa comunidade. Queremos desejar nossos votos de Feliz Natal e um Ano Novo cheio de muita paz.
Confira as fotos e vídeo dessa grande festa.

















sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

UMA ILUSTRE VISITA


Ruth olhou em sua caixa de correio, mas só havia uma carta. Pegou-a e olhou-a antes de abri-la. Logo parou para observar com mais atenção. Não havia selo nem marcas do correio, somente
seu nome e endereço.
Ela decidiu ler a carta:
“Querida Ruth. Estarei próximo de sua casa, no sábado
à tarde, e passarei para visitá-la.
Com amor, Jesus.”
- Porque o Senhor vai querer visitar-me? Não sou ninguém especial, não tenho nada para oferecer-lhe... - pensou. Terei que ir ao mercado e comprar alguma coisa para o jantar.
Ruth abriu a carteira e colocou o conteúdo sobre a mesa: R$ 5,40.
-Bom, comprarei pão e alguma outra coisa, pelo menos.
Ruth colocou um abrigo e se apressou em sair.
- Um pão francês e uma caixa de leite...!
Ruth ficou somente com R$ 0,12 que deveriam durar até a segunda-feira. Mesmo assim, sentiu-se bem e saiu a caminho de casa, com sua humilde compra debaixo de um dos braços.
- Olá, senhora, pode nos ajudar?
Ruth estava tão distraída pensando no jantar, que não viu as duas pessoas que estavam de pé no corredor.
Um homem e uma mulher, os dois vestidos com pouco mais que farrapos.
- Minha mulher e eu temos vivido ali fora na rua, está fazendo frio e estamos sentindo fome. Se a senhora pudesse nos ajudar...
Ruth olhou para eles com mais cuidado.
Estavam sujos e tinham mau cheiro e, francamente, ela estava segura de que eles poderiam
conseguir algum emprego
se realmente quisessem.
- Senhor, eu queria ajudar, mas eu mesma sou uma mulher
pobre.
Tudo que tenho são umas fatias de pão, mas receberei um hóspede importante para esta noite e planejava servir isso a Ele.
- Sim, bom, sim senhora, entendo... De qualquer maneira, obrigado - respondeu o homem.
Ao vê-los saindo, Ruth sentiu um forte pulsar em seu coração.
- Senhor, espere!
O casal parou e voltou à medida que Ruth corriacompara
eles e os alcançava na rua.
- Olhem, querem aceitar este lanche? Conseguirei algo para servir ao meu convidado - dizia Ruth, enquanto
estendia a mão, com o pacote do lanche.
- Obrigado, senhora, muito obrigado.
- Obrigada, disse a mulher.
Foi aí que Ruth pôde perceber que a mulher tremia
de frio.
- Sabe, tenho outro casaco em minha casa, tome este - ofereceu Ruth.
Ela desabotoou o próprio casaco e o colocou sobre os ombros da mulher.
Sorrindo, voltou a caminho de casa... sem casaco e sem nada para servir a seu convidado.
- Obrigado, senhora, muito obrigado - despediu-
se, agradecido, o casal.
Ruth estava tremendo
de frio quando chegou à porta de casa. Agora não tinha nada para oferecer ao Senhor.
Notou outra carta na caixa de correio que dizia assim:
“Querida Ruth. Foi bom vê-la novamente.
Obrigado pelo delicioso lanche e pelo esplêndido casaco.
Com amor, Jesus.”

Ladainha do Advento

Ó Senhor... Aleluia!

Vem Messias... Maranatha!
Ó Justiça... Aleluia!
Mora entre nós... Maranatha!
Misericórdia... Aleluia!
Vive entre nós... Maranatha!
Nossa Força... Aleluia!
Dentro de nós... Maranatha!
Liberdade... Aleluia!
Salva teu povo... Maranatha!
Nossa cura... Aleluia!
Tira a dor... Maranatha!
Ó conforto... Aleluia!
Dá esperança... Maranatha!
Nossa alegria... Aleluia!
Nos preenche... Maranatha!
Sabedoria... Aleluia!
Vem, nos renova... Maranatha!
Nosso desejo... Aleluia!
Nosso anseio... Maranatha!
Ó prometido... Aleluia!
Nosso messias... Maranatha!
Voz dos profetas... Aleluia!
Ó Esperado... Maranatha!
Luz das nações... Aleluia!
Luz nas trevas... Maranatha!
Ressuscitado... Aleluia!
Senhor da Glória... Maranatha!
Ó Desejado... Aleluia!
Ó Amado... Maranatha!
Entre nós... Aleluia!
Dentro de nós... Maranatha!"




CD "Luz do Universo" - Monges de Goiás anotado por Irmã Míria



Sexta feira da 2ª semana do advento

Evangelho (Mt 11,13-19): Naquele tempo, Jesus disse: «Com quem vou comparar esta geração? É parecida com crianças sentadas nas praças, gritando umas para as outras: ‘Tocamos flauta para vós, e não dançastes. Entoamos cantos de luto e não chorastes!’ Veio João, que não come nem bebe, e dizem: ‘Tem um demônio’. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo de publicanos e de pecadores’. Mas a sabedoria foi reconhecida em virtude de suas obras».
Comentário: Rev. D. Antoni CAROL i Hostench (Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Com quem vou comparar esta geração?
Hoje devemos remover-nos diante do suspiro do Senhor: «Com quem vou comparar esta geração?» (Mt 11,16). Jesus fica aturdido com nosso coração, muitas vezes inconformista e desagradecido. Nunca estamos contentos; sempre nos queixamos. Inclusive nos atrevemos a acusá-lo e a culpá-lo daquilo que nos incomoda.

«Mas a sabedoria foi reconhecida em virtude de suas obras» (Mt 11,19): basta contemplar o mistério do Natal.
E nós?; Como é a nossa fé? Será que com essas queixas tratamos de encobrir a ausência de nossa resposta? Boa pergunta para o tempo do Advento!
Deus vem ao encontro do homem, mas o homem —particularmente o homem contemporâneo¬— se esconde Dele. Alguns lhe têm medo, como Herodes. Outros, incluso, lhes molesta sua simples presença. «Fora! Fora! Crucifica-o!» (Jo 19,15). Jesus é o Deus-que-vem» (Bento XVI) e nos parecemos “o homem-que-se-vai”: «Ele veio para o que era seu, mas os seus não o acolheram» (Jo 1,11).

Comentário: Rev. D. Pere GRAU i Andreu (Les Planes, Barcelona, Espanha)
«Preparai o caminho do Senhor, endireitai as veredas para ele» (Mc 1,3), anunciado no domingo II do Advento (ciclo B). Vigiai as condutas sociais! É o que nos vem a dizer hoje. É como se nos quisesse dizer: «não ponhais dificuldades à comunicação amorosa de Deus».

Temos de polir o nosso caráter. Temos de reconstruir nossa maneira de atuar. Tudo aquilo que, em definitiva, falseia nossa responsabilidade: o orgulho, a ambição, a vingança, a dureza de coração, etc. Aquelas atitudes que nos fazem deuses do poder no mundo, sem querer reconhecer que não somos os senhores do mundo. Somos uma pequena parte dentro da extensa história da Humanidade.

Os discípulos de João experimentavam a purificação dos seus erros. Nós, os discípulos de Jesus, nosso Amigo, podemos viver a insuperável experiência da purificação de todo aquilo que é pecado, com esperança de vida eterna: Outro Natal!

Renovemos nosso diálogo com Ele. Façamos nossa oração de esperança e amor, sem fazer caso do barulho mundano que nos rodeia. 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ecclesia in America

De 09 a 12 de dezembro acontece no Vaticano o Congresso Ecclesia in America, com o objetivo de comemorar os 15 anos da Exortação Apostólica Ecclesia in America do Beato João Paulo II e os 481 anos da Aparição de Nossa Senhora de Guadalupe ao Beato Juan Diego Cuauhtlatoatzin.

Três Bispos Brasileiros foram convocados a participar na qualidade de conferencistas, são eles: Dom Dadeus Grings, Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre, Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM, Bispo Auxiliar de Brasília e Secretário Geral da CNBB e também a Dom Antônio Augusto Dias Duartes, Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro.


Dom Antônio Agusto, Dom Dadeus Grings e Dom Leonardo Steiner, OFM 

Hoje pela manhã, na tradicional Audiência Geral, na Sala Paulo VI, o Santo Padre recebeu os conferencistas do Ecclesia in America. 

Os Padres Antonio Augusto Brum Hofmeister e Túlio Melo Wavginiak que pertencem ao Clero da Arquidiocese de Porto Alegre e estudam em Roma, fizeram alguns registros fotográficos, os quais enviaram exclusivamente ao site da Arquidiocese de Porto Alegre e ao nosso Blog.
 

Os Bispos Brasileiros se preparam para cumprimentar ao Santo Padre, ao final da Audiência



Pe. Túlio, Dom Antônio Augusto, Pe. Antônio, o Arcebispo Dom Dadeus e Dom Leonardo.

O verdadeiro sentido do Natal para os católicos


O verdadeiro Natal nunca muda, pois não muda também a compreensão do que é o Natal na alma dos católicos de verdade.

Nessas almas, mais do que o consumismo, mais do que a vermelha figura do Papai Noel, em seu trenó deslizante no verão brasileiro, mais do que a maçante Gingle Bells, exaustivamente tocada nas lojas com descartáveis produtos coloridos, ressoa o hino cantado pelos anjos “Glória a Deus nas alturas! E paz, na terra, aos homens que têm boa vontade” (Lc 2,14)

Ressoam as puras notas do “Puer natus est nobis, et filium nobis est datum” (canto gregoriano). Porque, para nós que “habitávamos nas sombras da morte, para nós brilhou uma grande luz”.

Que se entende, hoje, que é um “Feliz natal, para você” ? No máximo da inocência, um regabofe em família, com presentinhos, beijinhos e indigestão.

E quando o Natal não é tão inocente...

Quando o Natal não é tão inocente se realiza o canto pagão e naturalista; “Adeus ano velho. Feliz ano novo. Muito dinheiro no bolso. Saúde para dar e vender”.

Eis a felicidade pagã: dinheiro, saúde, prazer.

Sem Deus. Sem Redenção. Sem alma. Que triste Natal esse!

Que infeliz e decrépito ano novo, tão igual aos velhos anos do paganismo!

Será que o povo que habitava nas sombras da morte já não vê a grande luz que brilhou para ele em Belém?

Até a luz do Natal está ofuscada. E quão poucos compreendem essa luz!

No presépio se conta tudo.

Tudo está lá bem resumido. Mas o povo olha as pequenas figuras e não compreende o que significa que um Menino nos foi dado, que um Filho nasceu para nós.

No presépio se vê um Menino numa manjedoura, entre um boi e um burro...

A Virgem Maria, Mãe de Deus adorando seu Filhinho que é o Verbo de Deus encarnado, envolto em panos. São José, contemplando o Deus Menino tiritante de frio, à luz de uma tosca lanterna.

Um anjo esvoaçante sobre a cabana rústica. Uma estrela. Pastores com suas ovelhas, cabras e bodes. Um galo que canta na noite. Os Reis que chegam olhando a estrela, seguindo a estrela, para encontrar o Menino com sua Mãe.

Tudo envolto no cântico celeste dos anjos;

Isso aconteceu nos dias de Herodes, quando César Augusto decretou um recenseamento.

E como não havia lugar para Maria e José na estalagem, em Bethleem (Belém), terra de Davi, eles tiveram que se refugiar numa cocheira, entre um boi e um burro.

Porque assim se realizaram as profecias:

* “E tu, Bethleem Efrata, tu és a mínima entre as milhares de Judá, mas de ti há de me sair Aquele que há de reinar em Israel, e cuja geração é desde o Princípio, desde os dias da eternidade”, como profetizou o Profeta Miquéias (Mi. 5, 1).

** ”O Senhor vos dará este sinal: uma Virgem conceberá, e dará à luz um filho, e seu nome será Emanuel” (Is. 7,14)

*** “O Boi conhece o seu dono, e o burro conhece o presépio de seu senhor, mas Israel não me conheceu e o meu povo não teve inteligência” profetizou Isaías muitos séculos antes (Is. 1,3).

E Cristo, nos dias de Herodes, nasceu em Bethleem que quer dizer casa do pão (Beth = casa. Lêem = pão).

Cristo devia nascer em Belém, casa do pão, porque Ele é o pão que desceu dos céus, para nos alimentar. Por isso foi posto numa manjedoura, para alimentar os homens.

Devia nascer num estábulo, porque recebemos a Cristo como pão do Céu na Igreja, representada pelo estábulo, visto que nas cocheiras, os animais deixam a sujeira no chão, e comem no cocho. E na Igreja os católicos deixam a sujeira de seus pecados no confessionário, e, depois, comem o Corpo e bebem o Sangue de Jesus Cristo presente na Hóstia consagrada, na mesa da comunhão.

Jesus devia nascer de uma mulher, Maria, para provar que era homem como nós. Mas devia nascer de uma Virgem — coisa impossível sem milagre — para provar que era Deus. Este era o sinal, isto é, o milagre que anunciaria a chegada do Redentor: uma Virgem seria Mãe. Nossa Senhora é Virgem Mãe.

E por que profetizou Isaías sobre o boi e o burro no presépio?

Que significam o boi e o burro?

O boi era o animal usado então, para puxar o arado na lavoura da terra.

Terra é o homem. Adão foi feito de terra. Trabalhar a terra é símbolo de santificar o homem. Ora, os judeus tinham sido chamados por Deus para ser o sal da terra e a luz do mundo, isto é, para dar vida (sal) espiritual, santidade, aos homens, e ensinar-lhes a verdade (luz).

O boi era então símbolo do judeu.

O burro, animal que simboliza falta de sabedoria, era o símbolo do povo gentio, dos pagãos, homens sem sabedoria.

Mas Deus veio salvar objetivamente a todos os homens, judeus e pagãos. Por isso, no presépio de Cristo, deviam estar o boi (o judeu) e o burro (o pagão).

Foi também por isso que Jesus subiu ao Templo montado num burrico que jamais havia sido montado, isto é, um povo pagão que não fora sujeito ao domínio de Deus. E os judeus não gostaram que o burro fosse levado ao Templo, isto é, que Cristo pretendesse levar também os pagãos à casa de Deus, à religião verdadeira. Por isso foi escrito: “mas Israel não me conheceu e o meu povo não teve inteligência”.

Como também o povo católico, hoje, já não tem inteligência para compreender o Natal, pois “coisas espantosas e estranhas se tem feito nesta terra: os profetas profetizaram a mentira, e os sacerdotes do Senhor os aplaudiram com as suas mãos. E o meu povo amou essas coisas. Que castigo não virá, pois, sobre essa gente, no fim disso tudo?” (Jer. 5, 30-31).

Pois se chegou a clamar: “Glória ao Homem, já rei da Terra e agora príncipe do céu”, só porque o homem fora até a Lua num foguete, única maneira do homem da modernidade subir ao céu.

No Natal de Cristo, tudo mostra como Ele era Deus e homem ao mesmo tempo.

Como já lembramos, Ele nasceu de uma mulher, para provar que era homem como nós. Nasceu de uma Virgem, para provar que era Deus.

Como um bebê, Ele era incapaz de andar e de se mover sozinho. Como Deus, Ele movia as estrelas.

Como criança recém nascida era incapaz de falar. Como Deus fazia os anjos cantarem.

Ele veio salvar objetivamente a todos, mas nem todos o aceitaram. E Herodes quis matá-lo.

Ele chamou para junto de si, no presépio, os pastores e os Reis, para condenar os que pregam que Cristo nasceu como que exclusivamente para os pobres. É falso!

Assim como o sol brilha para todos, Deus quis salvar a todos sem acepção de pessoa. Por isso chamou os humildes e os poderosos junto à manjedoura de Belém.

Mas, dirá alguém que Deus tratou melhor os pastores pobres, pois lhes mandou um anjo, do que os reis poderosos, exploradores do povo, aos quais chamou só por meio de uma estrela. É verdade!!!

Deus tratou melhor aos pastores. Mas não porque eram pastores, e sim porque eram judeus. Sendo judeus, por terem a Fé verdadeira, então, mandou-lhes um sinal espiritual. Aos reis magos, porque pertenciam a um povo sem a religião verdadeira, mandou-lhes um sinal material: a estrela.

No presépio havia ovelhas e bodes, porque Deus veio salvar os bons e os pecadores.

E a Virgem envolveu o menino em panos.

Fez isso, é claro, porque o pequeno tinha frio, e por pudor.

Mas simbolicamente porque aquele Menino —que era o Verbo de Deus feito homem—, que era a palavra de Deus humanada, tinha que ser envolta em panos, pois que a palavra de Deus, na Sagrada Escritura, aparece envolta em mistério, pois não convém que a palavra de Deus seja profanada. Daí estar escrito: “A glória de Deus consiste em encobrir a palavra; e a glória dos reis está em investigar o discurso” (Prov, 25, 2).

E “Um Menino nasceu para nós, um filho nos foi dado, e o império foi posto sobre os seus ombros, e seu nome será maravilhoso, Deus Poderoso, Conselheiro, o Deus eterno, o Príncipe da Paz” (Is. 9, 5).

Porque todos os homens, em Adão, haviam adquirido uma dívida infinita para com Deus, já que toda culpa gera dívida conforme a pessoa ofendida. E a ofensa de Adão a Deus produzira dívida infinita, que nenhum homem poderia pagar, pois todo mérito humano é finito. Só Deus tem mérito infinito. Portanto, desde Adão, nenhum homem poderia salvar-se. Todos nasceriam, viveriam e iriam para o inferno. E a humanidade jazia então nas sombras da morte.

Mas porque Deus misericordiosamente se fez homem, no seio de Maria, era um Homem que pagaria a dívida dos homens, porque esse Menino, sendo Deus, teria mérito infinito, podendo pagar a dívida do homem. Por isso, quando Ele morreu por nós, foi condenado por Pilatos, representando o maior poder humano — o Império — que O apresentou no tribunal dizendo: “Eis o Homem”.  (Jo 19, 5)

Ele era O Homem.

Era um homem que pagava os pecados dos homens assumindo a nossa natureza e nossas culpas, mas sem o pecado. Era Deus-Menino sofrendo frio e fome por nossos confortos ilícitos e nossa gula, na pobreza e no desprezo, por nossa ambição e nosso orgulho.

E os pastores e os Reis O encontraram com Maria sua Mãe, para mostrar que só encontra a Cristo quem O busca com sua Mãe.

E para demonstrar que diante de Jesus, ainda que Menino, todo poder deve dobrar o joelho.

E os pastores levaram ao Deus Menino suas melhores ovelhas, e seus melhores cabritos, enquanto os Reis Lhe levaram mirra, incenso e ouro. A mirra da penitência. O incenso da adoração. O ouro do poder.

Tudo é de Cristo.

Todos, levando esses dons, reconheciam que Ele era Deus, o Senhor de todas as coisas, Ele que dá todas as ovelhas e cabras aos pastores. Ele que dá aos Reis o poder e o ouro.

Deus é o Supremo Senhor de todas as coisas. Ele é o Soberano Absoluto a quem devemos tudo. E para reconhecer que Ele é a fonte de todos os bens que temos é que devemos levar-Lhe em oferta o melhor do que temos.  

(Copiado daqui, com algumas alterações)

Nunca Pare de Lutar


Nunca Pare de Lutar
(Pe. Fábio de Melo)

O que vem pra tentar ferir
O valente de Deus
Em meio às suas guerras?

Que ataque é capaz
De fazê-lo olhar pra trás
E querer desistir?

Que terrível arma é
Usada pra tentar
paralisar sua fé?

Cansaço, desânimo
Logo após uma vitória
A mistura de um desgaste
com um contra-ataque do mal

A dor de uma perda,
ou a dor da traição
Uma quebra de aliança,
que é raiz da ingratidão

Se alguém está assim,
preste muita atenção
Ouça o que vem
do coração de Deus:

Em tempos de guerra,
nunca pare de lutar
Não baixe a guarda,
nunca pare de lutar

Em tempos de guerra,
nunca pare de adorar
Libera a Palavra,
profetiza sem parar

O escape, o descanso, a cura
A recompensa vem sem demora
O escape, o descanso, a cura
A recompensa vem sem demora(2x)

Somos Pó

Esta nossa chamada vida, não é mais do que um círculo que fazemos de pó a pó: do pó que fomos ao pó que havemos de ser. Uns fazem o círculo maior, outros menor, outros mais pequeno, outros mínimo: De utero translatus ad tumulum: Mas ou o caminho seja largo, ou breve, ou brevíssimo; como é círculo de pó a pó sempre e em qualquer parte da vida somos pó. Quem vai circularmente de um ponto para o mesmo ponto, quanto mais se aparta dele, tanto mais se chega para ele: e quem, quanto mais se aparta, mais se chega, não se aparta. O pó que foi nosso princípio, esse mesmo e não outro é o nosso fim, e porque caminhamos circularmente deste pó para este pó, quanto mais parece que nos apartamos dele, tanto mais nos chegamos para ele: o passo que nos aparta, esse mesmo nos chega; o dia que faz a vida, esse mesmo a desfaz; e como esta roda que anda e desanda juntamente, sempre nos vai moendo, sempre somos pó.

(Padre António Vieira)

Símbolos do Natal ... parte II.

Ola amadinhos tudo bem?
Todos nós sabemos que esta época de ano devemos dar ênfase ao nascimento do menino Jesus !
Mas também devemos saber um pouco mais da história do natal ...
Pelo menos aqui em casa ...nós montamos a árvore de natal todo ano ... mas como o Padre Reginaldo ensinou , não devemos JAMAIS esquecer o verdadeiro significado do natal, que é o nascimento de Jesus .
E junto a árvore coloco o presépio para que todos vejam a árvore, mas não se esqueçam da essência : JESUS!

Hoje vou postar aqui o significado e um pouco da história da árvore de natal:

Na foto abaixo ... a Árvore de natal que fizemos na nossa capela com material reciclado:
usamos caixas de ovos pintados com 2 tons de verde, e enfeitamos com bolinhas , piscas, laço e estrela.
E ao lado da árvore:montei o presépio, montei um pequeno bem no pé da árvore, pois ele é completo.
E grande que só tem José , Jesus e Maria .


Em vários países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para enfeitar casas e outros ambientes. Junto com as decorações natalinas, as árvores garantem um clima especial nesta importante época do ano.

De acordo com pesquisadores das tradições cristãs, a montagem de árvore de Natal teve início no ano de 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Numa determinada  noite, enquanto andava pela floresta, Lutero ficou impressionado com os lindos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a formar a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua residência. Além das estrelas, algodão e outros ornamentos, Lutero usou velas acesas para mostrar aos seus familiares a linda cena que havia visto na floresta.


Esta tradição chegou ao continente americano através de alguns alemães, que vieram residir na América durante o período colonial. 
No Brasil, país em que o cristianismo prevalece, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares na época natalina, pois, além de decorar, simbolizam paz, alegria e esperança. As árvores de Natal também simbolizam a vida, pois em dezembro no hemisfério norte, ocorre o inverno e as árvores perdem as folhas. Uma árvore frondosa e cheia de enfeites simboliza a vida.



Dia de montar a árvore de Natal
- De acordo com a tradição católica, a árvore de Natal deve ser montada a partir do dia 30 de novembro, que é o começo do período do advento. Sua montagem deve ser aos poucos, intensificando-se a partir de 17 de dezembro (momento em que a Bíblia começa a falar do nascimento de Jesus). Em 6 de janeiro (Dia de Reis), de acordo com esta tradição, é o dia de desmontar a árvore de Natal.

Espero que tenham gostado ...

Beijos carinhosos e abraços abençoados ...
Denyse Prado.
catequista.

Símbolos do Natal ... parte 1.

Ola amadinhos tudo bem?
Hoje venho postar a primeira parte dos símbolos de natal ...
E ontem como meu amado Padre Reginaldo Manzotti comentou no programa Sinais do Sagrado sobre São Nicolau ...resolvi começar por ele .



São Nicolau é o santo que representa o Papai Noel, ele nasceu na Ásia Menor, no fim do século III. Desde sua infância ele já demonstrava uma profunda religiosidade quando se aproximou de seu tio, que era o bispo daquela cidade, Patara. Ainda jovem ele foi ordenado como sacerdote.
Foi após a morte de seus pais que ele herdou uma grande fortuna, e por ser homem bom e caridoso, sem qualquer vontade de ter tal riqueza para si, ele começou a distribuir suas riquezas entre as pessoas pobres que estavam ali por perto. Mas ele não queria ser conhecido como “o homem que ajudava”, e por isso, fazia isso secretamente, e guardava sua imagem boa somente para si.
Ele foi nomeado Bispo de Mira e tornou-se muito conhecido devido a sua generosidade, e também era do conhecimento do povo que ele amava as crianças e que orava pela proteção de todos os marinheiros. Muitos de seus contemporâneos testemunham sua humildade e sua paciência, ele era o mais simples possível. Vestia-se com simplicidade, comia apenas uma vez ao dia e distribuía o resto aos famintos e necessitados das proximidades.
Durante o reinado do imperador Diocleciano iniciou-se a perseguição da igreja e Nicolau foi preso. Neste período, esqueceu-se de si mesmo, pois pensava em ajudar a todos com suas palavras reconfortantes, de consolo e de paz. Ele nunca deixou de amar as pessoas a sua volta, apesar das atrocidades que faziam. Nicolau foi libertado assim que Constantino tornou-se o imperador, pois este permitiu o direito das pessoas de ter a fé em que quisessem.
Devido tanta bondade em dar sem receber nada em troca, e com a evolução da história o hoje santo popularizou-se na figura do Papai Noel, tão adorado pelas crianças e ainda exaltado na religião.
Realmente esta é uma história de vida como poucas, hoje São Nicolau para a igreja católica é sinônimo de glória e humildade. Ele ensinou a amar, sobretudo, independente de raça, cor e religião, e fazer o bem sem ter nada em troca, o que é uma tarefa extremamente difícil nos dias em que vivemos, porém também não era fácil na época de São Nicolau.

Espero que tenham gostado !
Denyse Prado.
catequista.

Jesus, o presente perfeito!


"Da parte de Deus o presente está dado. Como vamos recebê-lo?
Preparemos nossos corações!"

Com o mês de dezembro vem o Natal e os ritos festivos que são próprios desta data.
Estamos vivendo a alegria de saber que Deus nos enviou o que tinha de mais importante: Seu Filho JESUS que se fez homem e habitou entre nós pecadores.
JESUS, o presente perfeito do Pai, é a maior prova de amor que Deus poderia nos dar.

Na gruta de Belém presentes são trocados:
  • É Jesus que se faz presente no meio de nós, presente do Pai.
  • É Maria que se apresenta gratuitamente como mãe
  • É José que se oferece como Pai , provedor da Sagrada família.
  • Os reis Magos e os pastores também se fizeram presentes e a ELE ofereceram seus dons.
Homens grandes de coração simples e homens simples de coração grande.

No céu os Anjos cantaram:”Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados”
A noite se iuluminou de Estrelas especiais a indicar o caminho onde se encontrava o recém-nascido
O galo cantou.
O boi e o burro não dormiram naquela madrugada porque a noite era grande e bonita demais para se ter sono. E também se doaram aquecendo o ambiente com sua respiração quente.
A neve fecundou o chão donde brotaram sementes prenhes de vida para ser presente em flor e fruto.

Repare nos elementos dessa Noite Santa: tudo remete a uma simplicidade ímpar! Noite que nos fala de Amor...Doação... Partilha... Fraternidade...
Noite perfeita! Noite Santa! Noite mágica!
Noite cujo encanto perpetua até hoje e perpetuará sempre que houver disponibilidade para dar e receber.

Da parte de Deus o Presente está dado.
O Senhor está prá chegar!
Convertamos nosso coração, arrumemos a nossa casa interior. Fiquemos vigilantes e atentos.
Busquemos estar em oração na intimidade com Deus e a partir dessa intimidade ir ao encontro do próximo praticando o Amor e a Caridade.
Sinta-se presenteado e seja um presente para o irmão.
Assim a festa da vida continuará.


No Menino Jesus, Deus se fez dependente, necessitado do Amor de pessoas humanas, reduzido à condição de pedir o seu, o nosso Amor.
Peçamos ao Senhor que nos ajude a alongar o olhar através das fachadas lampejantes deste tempo até encontrar, para além delas, o Menino no estábulo de Belém e assim, descobrir a autêntica alegria e a verdadeira luz”.
Papa Bento XVI, Missa de Natal, Basílica de São Pedro
dez/2011

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Imaculada Conceição

Alegra-te, ó Toda Cumulada Pela Graça

O tempo do Advento tem, sem dúvida alguma, um sabor mariano. É com a Virgem que melhor aprendemos como esperar o Sol que nasce da Aurora, o Cristo, nosso Deus! Por isso, é muito conveniente celebrar a Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, a Virgem.

O que a Igreja crê e celebra neste mistério? A Escritura Santa nos ensina que a humanidade fora criada por Deus para a comunhão com Ele, para ser feliz convivendo com Ele, construindo a vida e o mundo. Mas, infelizmente, desde o início da história humana e até hoje, nossa raça foi dizendo “não” ao sonho de Deus. Quisemos e queremos ainda ser como deuses, conhecedores do bem e do mal (cf. Gn 3,4s); queremos viver a vida de modo autônomo, como se a existência fosse nossa e não um dom recebido do Senhor. Se não dizemos, pensamos muitas vezes: "A vida é minha; faço dela o que eu quero! O resultado dessa atitude tem sido trágico: tornamo-nos uma humanidade ferida, esfacelada num mundo também ferido e esfacelado. 

Somos todos presa de um enorme fechamento para Deus, uma desconfiança n'Ele, uma tendência a não percebê-Lo. Por isso somos profundamente desequilibrados no nosso modo de nos ver, de ver a vida, de nos relacionar com os outros e com o mundo. Somos um poço de contradições, de paixões, de anseios desencontrados e sentimentos, muitas vezes, destrutivos. Somos, pois, profundamente feridos de morte, feridos até a morte! É esta situação miserável que a Igreja denomina “pecado original”, pecado que já nos marca desde o primeiro momento de nossa existência: “Minha mãe já concebeu-me pecador” (Sl 50,7). É desta situação miserável, sem saída, que Cristo nos arranca com a Sua encarnação, Sua vida, Sua morte e ressurreição com o dom do Seu Espírito: “Todos pecaram e estão privados da glória de Deus, e são justificados gratuitamente em virtude da redenção realizada por Jesus Cristo” (Rm 3,23s). 

Pois bem, a Igreja crê, firmemente, que a toda Santa Virgem Maria, desde o primeiro momento em que foi concebida no seio de sua mãe, foi preservada por Deus desta solidariedade com esta situação de pecado. Nós já nascemos marcados de morte; ela, desta marca de pecado foi preservada; nós, precisamos ser arrancados da lama do pecado graças à cruz do Cristo; ela, pela cruz do Cristo foi liberta desde a origem e, sequer, foi tocada por esta lama maldita; nós fomos redimidos, porque lavados desta lama; ela foi ainda mais perfeitamente redimida. porque, pelos méritos da Paixão do Senhor, sequer experimentou esta situação de pecaminosidade. 

Desde o ventre materno, desde o primeiro instante de sua concepção, o Senhor a libertou graças aos méritos de Cristo. Ela, a Virgem, pode ser chamada Toda Santa, isto é, Toda Santificada. Ela pode cantar as palavras da profecia de Isaías: “Com grande alegria rejubilo-me no Senhor, e minha alma exultará no meu Deus, pois me vestiu de justiça e salvação, como a noiva ornada de suas jóias!”

A Igreja crê nesta Concepção Imaculada da Mãe de Jesus e com ela se alegra. E crê fundamentada na Escritura Sagrada. A Palavra de Deus não afirma que o Senhor colocou uma inimizade de morte entre a serpente e a Mulher, entre a descendência da serpente e da Mulher? Quem é esta Mulher? Não é aquela a quem Jesus chama Mulher em Caná e ao pé da cruz? Não é aquela de quem São Paulo diz: “Quando chegou a plenitude dos tempos, enviou Deus o Seu Filho nascido de Mulher? Como, pois, poderia estar sob o domínio do pecado, fruto da serpente, a Mulher de quem nasceria o Cordeiro sem mancha, que tira o pecado do mundo?


Estejamos atentos ainda no modo como Gabriel saudou a Virgem no Evangelho: ele lhe muda o nome! Não diz "Alegra-te, Maria!”, mas “Alegra-te, Cheia de Graça!”. Cheia de graça, kecharitomene, do verbo charitô, agraciar. "Alegra-te, ó Toda Cumulada Pela Graça!", "Alegra-te, ó Mar de Graça, ó possuída totalmente pela graça! Em ti, Virgem Maria, não há o mínimo lugar, a mínima brecha para a “des-graça” do pecado!" – É isto que significam as palavras de Gabriel. Podem crer: Deus juntou toda água um dia e chamou de mar; Deus juntou toda graça, outro dia, e a chamou de Maria! 
A Virgem não é dona da graça; ela a recebeu totalmente. A Virgem não é imaculada por seus próprios méritos, mas pelos méritos daquele que, nascido de suas entranhas benditas, venceu a antiga serpente e destruiu o antigo inimigo. Observemos que esta ideia aparece na segunda leitura da Missa desta solenidade. O que diz o apóstolo? O Pai “nos escolheu em Cristo, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. Ele nos predestinou por intermédio de Jesus Cristo (Ef 1,4s). 
Se todos somos fruto de um sonho eterno de Deus, se todos somos predestinados em Cristo, desde antes da fundação do mundo; se o Senhor conheceu nossos dias antes mesmo que um só deles existisse, pois bem: em Cristo, Deus, o Pai, preservou a Mãe do Seu Filho do pecado, graças ao Seu Filho! Que nossos irmãos protestantes se alegrem conosco pela Imaculada Conceição de Maria: ela é bíblica, ela exalta enormemente a grandeza abundante da graça de Cristo, único Salvador! São Paulo diz que “todos pecaram e estão privados da glória de Deus”; assim estaria a Virgem sem a graça de Cristo; mas disso foi libertada no primeiro momento de sua existência, graças a Cristo! 
Esta é a beleza desta festa: o triunfo da graça, celebrar a graça de Cristo que age antes mesmo do nascimento histórico de Cristo! Que graça tão grande, que Salvador tão potente, que Deus tão previdente! E para nós, que alegria contemplar o mistério, vislumbrá-lo, mergulhar nele! Hoje, a Virgem foi concebida livre do pecado; hoje, começou a raiar a aurora do dia sem fim; surgiu a puríssima Estrela d’Alva que anuncia o Sol, que é o Cristo, nosso Deus! 
A Igreja, exultante de alegria, tem palavras lindas na celebração litúrgica no dia da Imaculada. No Ofício Divino, ela assim se dirige à Virgem Toda Santa: “Com a vossa Imaculada Conceição, Virgem Maria, um anúncio de alegria percorreu o mundo inteiro” e, mais adiante, no Ofício, continua, admirada: “Toda bela sois, Virgem Maria, sem mancha original! Sois a glória de Sião, a alegria de Israel e a flor da humanidade”. E, imaginando a resposta da Virgem, coloca nos seus lábios estas palavras que ela dirige ao Senhor: “Foi nisto que eu vi, porque vós me escolhestes! Porque não triunfou sobre mim o inimigo, porque vós me escolhestes!” Isso mesmo: mais que ninguém, a Virgem é devedora a Cristo: Ele a escolheu, a preservou, sustentou-a e teve por ela uma predileção inigualável! 
Alegremo-nos nós também! Em Cristo o pecado pode ser vencido! A Conceição Imaculada de Maria é sinal belíssimo desta vitória! Alegremo-nos, porque a Imaculada Conceição de Nossa Senhora é o feliz princípio e o primeiro albor da salvação que o Senhor Jesus nos traz! Bendita seja a cruz de Jesus, que antes de ser fincada no Calvário, já libertou com seus raios a Virgem de todo pecado! A Jesus, fruto bendito, do bendito ventre da bendita Virgem Maria, a glória pelos séculos dos séculos. Amém.
Dom Henrique Soares da Costa 

Como Falar de Deus no mundo de hoje?

Vejam que texto interessante eu encontrei no blog catequizar com jesus de rodrigo boechaat. É um texto grande, mas que vale a pena ser lido.
Com um óuco de paciência vc chegará ao final da leitura e sairá plenamente satisfeito e enriquecido com as palavras do Santo papa.


Como falar de Deus no mundo de hoje?


28.11.2012 - Cidade do Vaticano: Nesta chuvosa quarta-feira de outono, o encontro semanal do Pontífice com os fiéis se realizou na Sala Paulo VI, no Vaticano. Como é tradição, o Papa leu a sua reflexão em italiano, e na sequência, resumiu o texto em várias línguas. Prosseguindo a série sobre o Ano da Fé, a questão principal da audiência foi “Como falar de Deus no mundo de hoje?”.

Caros irmãos e irmãs,

A pergunta central que hoje nos fazemos é a seguinte: como falar de Deus no nosso tempo? Como comunicar o Evangelho, para abrir estradas na sua verdade salvífica nos corações sempre fechado dos nossos contemporâneos e na mente deles tantas vezes distraídas por tantos estímulos da sociedade?

O próprio Jesus, dizem-nos os Evangelistas, no anunciar do Reino de Deus se perguntou sobre isto: “A que podemos comparar o reino de Deus e com que parábola podemos descrevê-lo?” (Mc 4,30). Como falar de Deus hoje?

A primeira resposta é que nós podemos falar de Deus, porque Ele falou conosco. A primeira condição para falar de Deus é também a escuta de quanto disse o próprio Deus. Deus falou conosco! Deus não é uma hipótese distante sobre a origem do mundo; não é uma inteligência matemática muito distante de nós. Deus se interessa por nós, nos ama, entrou pessoalmente na realidade da nossa história, se auto-comunicou até encarnar-se.

Então, Deus é uma realidade da nossa vida, é tão grande que tem também tempo para nós, ocupa-se de nós. Em Jesus de Nazaré nós encontramos a face de Deus, que desceu do seu Céu para imergir-se no mundo dos homens, no nosso mundo, e ensinar a “arte de viver”, o caminho da felicidade; para libertar-nos do pecado e tornar-nos filhos de Deus (cfr Ef 1,5; Rm 8,14). Jesus veio para salvar-nos e mostrar-nos a vida boa do Evangelho.

Falar de Deus quer dizer antes de tudo ter bem claro isso que devemos levar aos homens e às mulheres do nosso tempo: não um Deus abstrato, uma hipótese, mas um Deus concreto, um Deus que existe, que entrou na história e está presente na história; o Deus de Jesus Cristo como resposta à pergunta fundamental do porquê e do como viver. Por isto, falar de Deus requer uma familiaridade com Jesus e o seu Evangelho, pressupõe uma nossa pessoal e real consciência de Deus e uma forte paixão pelo seu projeto de salvação, sem ceder à tentação do sucesso, mas seguindo o método do próprio Deus.

O método de Deus é aquele da humildadeDeus se faz um de nós – é o método realizado na Encarnação na simples casa de Nazaré e na gruta de Belém, aquela da parábola do grão de mostarda. Não devemos temer a humildade dos pequenos passos e confiar no fermento que penetra na massa e lentamente a faz crescer (cfr Mt 13,33).

No falar de Deus, na obra de evangelização, sob a orientação do Espírito Santo, é necessária uma recuperação da simplicidade, um retornar ao essencial do anúncio: a Boa Notícia de um Deus que é real e concreto, um Deus que se interessa por nós, um Deus-Amor que se faz próximo de nós em Jesus Cristo até a Cruz e que na Ressurreição nos doa a esperança e nos abre a uma vida que não tem fim, a vida eterna, a vida verdadeira.

Aquele excepcional comunicador que foi o apóstolo Paulo nos oferece uma lição que vai direto ao centro da fé do problema “como falar de Deus” com grande simplicidade. Na Primeira Carta aos Coríntios escreve: “Quando cheguei no meio de vós, não me apresentei para anunciar o mistério de Deus com excelência da palavra ou de sabedoria. Decidi, na verdade, não dever saber coisa alguma no meio de vós senão Jesus Cristo, e Cristo crucificado” (2,1-2).

Então a primeira realidade é que Paulo não fala de uma filosofia que ele desenvolveu, não fala de ideais que encontrou em qualquer lugar ou inventou, mas fala de uma realidade da sua vida, fala do Deus que entrou na sua vida, fala de um Deus real que vive, falou com ele e falará conosco, fala de Cristo crucificado e ressuscitado.

A segunda realidade é que Paulo não busca a si mesmo, não quer criar um time de admiradores, não quer entrar na história como chefe de uma escola de grande conhecimento, não busca a si próprio, mas São Paulo anuncia Cristo e quer ganhar as pessoas para o Deus verdadeiro e real. Paulo fala somente com o desejo de querer pregar aquilo que entrou na sua vida e que é a verdadeira vida, que o conquistou no caminho para Damasco.

Então, falar de Deus quer dizer dar espaço Àquele que se faz conhecer, que nos revela a sua face de amor, quer dizer expropriar o próprio eu oferecendo-o a Cristo, na consciência de que não somos nós a poder ganhar os outros para Deus, mas devemos conhecê-los pelo próprio Deus, para invocá-lo. O falar de Deus nasce também da escuta, do nosso conhecimento de Deus que se realiza na familiaridade com Ele, na vida da oração e segundo os Mandamentos.

Comunicar a fé, para São Paulo, não significa trazer a si mesmo, mas dizer abertamente e publicamente aquilo que viu e sentiu no encontro com Cristo, quanto experimentou na sua existência ora transformada pelo encontro: é trazer aquele Jesus que sente presente em si mesmo e tornou-se o verdadeiro sentido da sua vida, para fazer entender a todos que Ele é necessário para o mundo e é decisivo para a liberdade de cada homem.

O Apóstolo não se contenta de proclamar as palavras, mas envolve toda a própria existência na grande obra da fé. Para falar de Deus, é preciso dar-lhe espaço, na confiança de que é Ele que age na nossa fraqueza: dar-lhe espaço sem medo, com simplicidade e alegria, na convicção profunda de que quanto mais colocamos no centro Ele e não nós, mais a nossa comunicação será frutífera.

E isto vale também para a comunidade cristã: esses são chamados a mostrar a ação transformadora da graça de Deus, superando individualismos, fechamento, egoísmos, indiferença e vivendo na relação cotidiana o amor de Deus. Perguntemo-nos se são realmente assim as nossas comunidades. Devemos colocar-nos de modo a tornar-nos sempre e realmente assim, anunciadores de Cristo e não de nós mesmos.

Neste ponto, devemos perguntar-nos como comunicava o próprio Jesus. Jesus na sua singularidade fala de seu Pai – Abbá – e do Reino de Deus, com o olhar repleto de compaixão pelos inconvenientes e dificuldades da existência humana. Fala com grande realismo e, direi, o essencial do anúncio de Jesus é que torna transparente o mundo e a nossa vida vale para Deus.

Jesus mostra que no mundo e na criação aparece a face de Deus e nos mostra como nas histórias cotidianas da nossa vida Deus está presente. Seja nas parábolas da natureza, o grão de mostarda, o campo com diversas sementes, ou na nossa vida, pensamos na parábola do filho pródigo, de Lázaro e em outras parábolas de Jesus.

Dos Evangelhos vemos como Jesus se interessa por cada situação humana que encontra, se emerge na realidade dos homens e das mulheres do seu tempo, com uma confiança plena na ajuda do Pai. E que realmente nesta história, secretamente, Deus está presente e se estamos atentos podemos encontrá-Lo. E os discípulos, que vivem com Jesus, as multidões que O encontram, vêem a sua reação aos problemas mais absurdos, vêem como fala, como se comporta; vêem Nele a ação do Espírito Santo, a ação de Deus.

Nele anúncio e vida se entrelaçam: Jesus age e ensina, partindo sempre de um íntimo relacionamento com Deus Pai. Este estilo torna-se um indício essencial para nós cristãos: o nosso modo de viver na fé e na caridade torna-se um falar com de Deus no hoje, porque mostra com uma existência vivida em Cristo a credibilidade, o realismo, daquilo que dizemos com as palavras, que não são somente palavras, mas mostram a realidade, a verdadeira realidade.

E nisso devemos estar atentos para entender os sinais dos tempos na nossa época, isto é, para identificar os potenciais, os desejos, os obstáculos que se encontram na cultura atual, em particular o desejo de autenticidade, o anseio de transcendência, a sensibilidade para a salvaguarda da criação, e comunicar sem temor a resposta que oferece a fé em Deus. O Ano da Fé é ocasião para descobrir, com a fantasia animada pelo Espírito Santo, novos caminhos em nível pessoal e comunitário, a fim de que em cada lugar a força do Evangelho seja sabedoria de vida e orientação da existência.

Também no nosso tempo, um lugar privilegiado para falar de Deus é a família, a primeira escola para comunicar a fé às novas gerações. O Concílio Vaticano II fala dos pais como os primeiros mensageiros de Deus (cfr Cost. dogm. Lumen gentium, 11; Decr. Apostolicam actuositatem, 11), chamados a redescobrir esta sua missão, assumindo a responsabilidade no educar, no abrir a consciência dos pequenos ao amor de Deus como um serviço fundamental às suas vidas, no ser os primeiros catequistas e mestres da fé para seus filhos.

E nesta tarefa é importante antes de tudo a vigilância, que significa saber entender as ocasiões favoráveis para introduzir na família o discurso de fé e para fazer amadurecer uma reflexão crítica a respeito dos numerosos condicionamentos aos quais são submetidos os filhos. Esta atenção dos pais é também sensibilidade em reconhecer as possíveis questões religiosas nas mentes dos filhos, às vezes evidentes, às vezes secretas. Depois, a alegria: a comunicação da fé deve sempre ter uma totalidade de alegria. É a alegria pascal, que não omite ou esconde a realidade da dor, do sofrimento, do cansaço, da dificuldade, da incompreensão e da própria morte, mas sabe oferecer os critérios para interpretar tudo na perspectiva da esperança cristã.

A vida boa do Evangelho é mesmo este olhar novo, esta capacidade de ver com os próprios olhos de Deus cada situação. É importante ajudar todos os membros da família a compreender que a fé não é um peso, mas uma fonte de alegria profunda, é perceber a ação de Deus, reconhecer a presença do bem, que não faz barulho; e oferece orientações  preciosas para viver bem a própria existência. Enfim, a capacidade de escuta e de diálogo: a família deve ser um ambiente onde se aprende a estar junto, a conciliar os conflitos no diálogo recíproco, que é feito de escuta e de palavra, a compreender-se e a amar-se, para ser um sinal, um para o outro, do amor misericordioso de Deus.

Falar de Deus, então, quer dizer fazer compreender com a palavra e com a vida que Deus não é o concorrente da nossa existência, mas sim é o seu verdadeiro assegurador, a garantia da grandeza da pessoa humana. Assim, retornamos ao início: falar de Deus é comunicar, com força e simplicidade, com a palavra e com a vida, isso que é essencial: o Deus de Jesus Cristo, aquele Deus que nos mostrou um amor tão grande a ponto de encarnar-se, morrer e ressurgir para nós; aquele Deus que pede para segui-Lo e deixar-se transformar pelo seu imenso amor para renovar a nossa vida e as nossas relações; aquele Deus que nos doou a Igreja, para caminhar juntos e, através da Palavra e dos Sacramentos, renovar a inteira Cidade dos homens, a fim de que possa tornar-se Cidade de Deus.

Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé, por Últimas e Derradeiras Graças.