sexta-feira, 1 de junho de 2012

O Fermento de Deus

Fundo musical...
Deixa que a respiração profunda do teu Ser aconteça. Só isso. Não interrogues, nem busques.
Deixa que seja Deus a procurar-te. Não caminhes. Deus virá ao teu encontro. Não procures contemplar. Permite, antes, que Deus te contemple. Não rezes. Deixa que em silêncio, Ele reze o que tu és.

Para Refletir: 
Leitura 2 Cor 4,7-13
“Ora, trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós. Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos em apuros, mas não desesperançados; perseguidos, mas não desamparados; derrubados, mas não aniquilados; por toda a parte e sempre levamos em nosso corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa existência mortal. Com efeito, nós que vivemos somos sem cessar entregues à morte por causa de Jesus, afim de que a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. Assim, a morte atua em nós enquanto a vida atua em vós. Possuindo, porém, o mesmo espírito de fé a que se refere o que está escrito: “Eu tive fé e, por isso, falei”, nós também temos fé e, por isso, falamos”.



Poema: O Fermento de Deus

Os que se afadigam com duros fardos,
Os que esgotaram entre canseiras sua porção:
Como ramo que reverdece terão ainda vigor.

Os de ânimo abatido levantarão o olhar;
Uma estrela guiará nossos passos dispersos:
Não mais seremos expostos à solidão.

Ao que chora será dito: <<alegra-te!>>

Ao da margem alguém gritará:
<<junta-te ao júbilo da dança!>>

Os que lamentam tesouros gastos
Reaprenderão a esperar pelo orvalho.

E em qualquer canto da terra,
Quem reparte a vida e a beleza
Será chamado o fermento de Deus.
Pe. José Tolentino Mendonça


Reflexão pessoal ou em grupo

Rezemos:
Faz-nos trilhar, Senhor, a estrada da confiança. Dá-nos um coração capaz de amar serenamente aquilo que somos ou que não somos. Ensina-nos a devolver a todos os teus filhos e a todas as criaturas a extraordinária Bondade com que nos amas. Ensina-nos que é possível olhar a noite não para dizer que pesa em todo lugar o escuro, mas que a qualquer momento uma Luz se levantará.
Dá-nos ousadia de criar e recriar continuamente, mesmo partindo daquilo que não é ideal, nem perfeito. E quando nos sentirmos mais frágeis ou sobrecarregados recebamos, com igual confiança, a nossa vida como Dom e cada dia como um dia Teu.

(in: Livro “Um Deus que dança” do Pe. José Tolentino Mendonça)


Equipe do "Catequese Hoje"
01.06.2012

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