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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Uma inesquecível jornada

Bandeira empunhada por um californiano durante a JMJ 2013
Há alguns anos, quando anunciaram que no Rio de Janeiro aconteceria a próxima Jornada Mundial da Juventude eu logo gritei: eu vou! Parecia tão somente um desejo empolgado de viver o que muitos jovens viveram ao longo de outras jornadas, mas o futuro é surpreendente e eu de fato viveria esse itinerário de fé.
Posso dizer Deus me escolheu, não por privilégio ou por merecimento, mas porque Ele sabia o quanto eu necessitava estar ali, em comunhão com tantas pessoas, vivendo a jornada, revendo minhas posturas, alimentando-me espiritualmente, convivendo e sendo Igreja.
Na minha peregrinação particular – caminhando com o grupo de jovens Nossa Senhora do Amparo (Paróquia de São Gonçalo dos Campos) – afetivamente não me senti perdida, aliás creio que em nenhum momento  algum peregrino sentiu-se assim, mesmo quando esteve nos recônditos do Rio. Havia por ali sempre alguém de mochila nas costas ou camiseta amarela para acolher e orientar!
Me perdi algumas vezes quando em meio a multidão acabei me separando do meu grupo. Ainda assim, percebi que algumas vezes é preciso “estar perdida” para promover outros encontros, visualizar outros sorrisos, reavivar a fé através dos exemplos ali percebidos: dificuldade de comunicação (tantos irmãos estrangeiros), deficiências físicas, idade avançada, gente que viajou dias num ônibus...
Para mim, ali estavam exemplos incríveis de fé e vontade de servir a Deus. Em cada exemplo, percebi o quanto muitas vezes crio argumentos para não me dedicar ao Seu amor.
Bem, esse texto não era pra falar diretamente de mim (risos) é sobretudo para expressar a gratidão de ter vivido uma grandiosa e rica experiência de fé, quem sabe a maior delas. Assim, sou grata:
A Deus, por ter sonhado isso tudo antes de nós todos e por ter nos chamado a irmos ao Rio de Janeiro, cidade que apesar das mazelas sociais é de fato abençoada e multiplicou suas bênçãos por todo o mundo nos últimos dias.
A Arquidiocese do Rio e a todos que colaboraram para organizar o evento. Eu não vi falhas. A perfeição está em Deus, sabemos, mas tudo o que não podia ser humanamente feito Deus completou para que honrássemos o seu Nome naquele lugar.
Aos voluntários (em especial a minha amiga Luana Kaminski). Falo de pessoas vindas dos mais diversos cantos do planeta e que despojaram-se de suas atividades e do seu conforto para servir com amor, imitando o próprio Jesus, que veio para servir a todos.
Ao Grupo Jovem Nossa Senhora do Amparo (em especial a Roquenei Purificação). Obrigada pelo convite, pela acolhida e por terem partilhado comigo tantas coisas durante esta incrível peregrinação (Igreja, metrô, caminhada, Copacabana, arruma mala, bagunça tudo, pega cartão, cadê o crachá?, vamos logo!!! rs).
Àqueles que caminharam comigo, ainda que geograficamente distantes: minha família, amigos, colegas de trabalho, tantos e tantos, que mesmo não sendo católicos ficaram entusiasmados, torceram, rezaram e “colaboraram” com as minhas faltas no trabalho e nas atividades pastorais.
E ao sorriso mais encantador do mundo. Ao sorriso de Francisco! Ao ver o sucessor de Pedro e ao ouvi-lo sentimos nosso coração arder num desejo inconstante de amar, viver e ser Igreja. A paz revelada no Papa Francisco e seu jeito simples de anunciar o Evangelho (em palavras e atitudes) apenas nos lembram daquilo que já sabemos: Deus, certamente o escolheu, devemos ouvi-lo e rezar por ele como constantemente tem nos pedido.
No mais, o desafio começa agora: Ide e fazei discípulos entre todas as nações Mt (28,19). Aqui ou ali onde estivermos devemos viver o compromisso assumido de anunciar respondendo à intimação do próprio Jesus. É Ele quem caminha ao nosso lado e dá sentido a todas essas coisas. Por tanto, agora mais do que nunca é hora de retribuirmos o Seu amor!

Clécia Ribeiro
 

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