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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

PENTATEUCO, OS PRIMEIROS LIVROS DA BÍBLIA


Penta = Cinco 
Pentateuco Palavra grega que significa 
5 livros 
Teuco = rolo, livro 

São os primeiros livros da Bíblia. Na Bíblia hebraica (judaica) o Pentateuco é chamado de “a Lei Torá”, porque é o fundamento da religião judaica. É o livro canônico (a Lei) dos judeus. 

HISTÓRIA DO PENTATEUCO: 

Na história do Pentateuco encontramos as grandes linhas da fundação do reino de Deus na terra. A formação do mundo, da humanidade e do povo escolhido por Deus. As leis contidas foram sendo escritas durante cinco séculos, reformulando, adaptando e atualizando tradições mais antigas, que vieram desde os tempos de Moisés. 

Mostra a Revelação gradativa de Deus aos homens. Deus se revelando aos patriarcas, libertando seu povo da escravidão, alimentando seu povo, conduzindo-o e criando leis. 

LIVROS DO PENTATEUCO: 

1. Gênesis - Como a Providência Divina preparou desde o princípio dos tempos, um povo especial para ser o primeiro núcleo de Seu Reino. 
Gênesis = Começo, nascimento. Fala do surgimento do mundo, da história e do povo de Deus 

Gên 1-11 - A criação do mundo e do homem por Deus 
- A história dos homens e do processo humano dominado pelo pecado. 
Gên 12-36 - História dos Patriarcas 

Gên 37-50 - História de José 

2. Êxodo - Como de fato o Reino foi fundado. Conta como Deus libertou e formar seu povo. 
Êxodo = Saída. Começa narrando a saída dos hebreus da terra do Egito, onde eram escravos. 
A mensagem do Êxodo é uma prefiguração da mensagem do Novo Testamento. 

 Êxodo - Páscoa dos hebreus, simbolismo do batismo, passagem da escravidão do Egito para a terra Prometida (O Reino de Deus estabelecido na terra); Deus liberta seu povo. 
Novo Testamento: Páscoa de Jesus, Deus na Pessoa de Jesus, liberta o homem da escravidão do pecado para uma vida nova. Estabelece uma nova e plena Aliança. 

3. Levítico - Formação de um povo santo. O povo toma conhecimento de sua natureza “santa”. 
Levítico = provém do nome Levi, a tribo de Israel que foi escolhida por Deus para exercer a função sacerdotal no meio do seu povo. 
Mensagem Central: “Sêde santos como vosso Deus é Santo” (Lev 19, 2). 

4. Números - O povo a caminho das Terra Prometida, toma conhecimento de sua organização. 
Números = Chama-se assim porque começa com um grande recenseamento do povo hebreu no deserto. Fala sobre a divisão das 12 tribos de Israel; o tabernáculo, onde ficava guardada a arca da aliança; as funções de cada um; a escolha dos levitas e sua missão de cuidar do tabernáculo; Aarão como sacerdote. 

A caminhada do povo até a terra prometida: nos fala que todo o povo de deu é peregrino e caminha para a terra prometida por Deus (a glória). A organização: mostra que, dentro do povo de Deus, as funções devem ser repartidas, mas com um único objetivo: realizar o projeto de Deus. A arca da aliança no centro: indica que, nessa caminhada, Deus está sempre presente no meio de seu povo. 

5. Deuteronômio - O povo tomou conhecimento de seu espírito baseado no amor e na obediência. A palavra grega deuteronômio significa: segunda lei. Lei de Moisés, segundo às necessidades do povo de Israel. 

Idéia Central: 

Israel viverá feliz na terra se forem fiel à aliança com Deus; se for infiel, terá a desgraça e acabará perdendo a vida. 
Mensagem: Mostra que o comportamento fundamental do homem para com Deus é o amor com todo o ser (Deut. 6, 4-9). 
“Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a alma e de todas as tuas forças”. 

2. OS LIVROS HISTÓRICOS 

INTRODUÇÃO: 

Nos livros históricos encontramos a história do povo de Deus, desde a entrada na terra prometida até próximo a época de Jesus. Mostra-nos as relações entre Deus e os homens, através dos acontecimentos. 

Podemos dividir em três grupos: 
a. História deuteronomista: Josué, Juízes, Samuel, Reis. 
b. História do cronista: Crônicas 1 e 2, Esdras e Neemias. 
c. História de Pessoas como modelos de fé: Macabeus, Rute, Tobias, Judite, Ester. 

HISTÓRIA DO DEUTERONOMISTA: 

1. Josué, Juízes, Samuel, Reis - Mostraram que a história de Israel depende da atitude que o povo toma na aliança com Deus: “Se o povo é fiel à aliança, Deus lhe concede a bênção (saúde, felicidade). Se o povo é infiel, atrai para si a maldição (fracasso, doença, miséria). Esta idéia faz parte faz parte da história deuteronomista. 

Josué - Deus libertou o povo do Egito para ser livre na Terra prometida. Mas o povo teria que conquistar a Terra que Deus lhe dera. Deus concede o dom, mas não viola a liberdade e nem dispensa o esforço do homem para assumí-la em seu viver. Deus exige que o homem busque e conquiste o dom que Ele concede. Deus quer a colaboração do homem. 

Juízes - Depois das morte de Josué, as tribos se dispersaram, o povo começa a adorar deuses, consequentemente perde a liberdade e se torna escravo dos ídolos. No sofrimento toma consciência, se arrepende e suplica para que Deus lhe liberte. Deus faz surgir um juiz que reúne o povo e o conduz à liberdade. 

Samuel - O último juiz. Este sagrou o primeiro rei - Saul. Estabelecimento da monarquia sob Saul e Davi. 

Afirma que qualquer autoridade que não obedece a Deus e não serve o povo é ilegítima e má, pois ocupa o lugar de Deus para explorar e oprimir o povo. Toda autoridade vem de Deus. 

Reis - Mensagem Central: “O rei deve ser fiel a Deus e governar com sabedoria e justiça, servindo o povo que pertence a Deus”. Mas os reis são sempre infiéis e fazem o mal diante do Senhor (praticam idolatria, oprimem o povo, perseguem os profetas). Por isso o Reino do Norte (Israel) e o Reino do Sul (Judá) são levados à ruína. 

O templo e os profetas tem um papel importante nessa época. O templo - lugar da reunião do povo com Deus. Os Profetas - guardiões da consciência do povo, e os críticos da ação política dos reis. 

HISTÓRIA DO CRONISTA: 

2. Esdras e Neemias - Procuram dar as normas básicas para a sobrevivência e a organização do povo de Deus depois do exílio. 
Esdras - sacerdote conhecedor da Lei de Moisés 
Neemias - Leigo corajoso. 
As bases da reforma de Esdras e Neemias são os alicerces do judaísmo. 
Crônicas 1 e 2 - Para fundamentar essas normas, eles repensam a própria história do povo, desde o início. Com o objetivo de dirigir a atenção do povo para a esperança de Israel que se reúne: no templo e no Messias. 
Templo: onde Deus estabeleceu sua morada. 
Messias: que há de vir e cumprir as promessas feitas aos patriarcas e profetas. 

HISTÓRIA DE PESSOAS COMO MODELOS DE FÉ: 

3. Macabeus 1 e 2, Rute, Tobias, Judite, Ester 
Se apresentaram como modelos de vivência da fé diante de situações difíceis, seja de vida pessoal (Rute, Tobias), como nacional (Judite, Ester, Macabeus). 

Macabeus - Mostraram a resistência heróica de um grupo diante da dominação grega, que impõe a sua culta e religião ao povo de Israel. 

Rute - Uma história emocionante do amor de Deus, que quer gente de todas as nações formando a sua família, o seu povo. O amor de Deus é para todos. 

Tobias - A finalidade do livro é estimular e fortalecer a fidelidade e a confiança do povo nas mãos de Deus, nos valores de Israel e no seu Deus. 

Judite - É um convite à coragem. Leva o povo a louvar o verdadeiro Deus que vence os ídolos opressores.

Ester - Deus dá força e coragem e derrota o orgulho humano, fazendo vencer os oprimidos 


(FONTE)

sábado, 22 de setembro de 2012

Selo Blog Jardim da Fé

A dor partilhada

Uma história fantástica, e simples... Para ler obrigatoriamente!!!! 


Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles, podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.
A sua cama estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, dos seus empregos, onde tinham passado as férias... E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto, todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.

O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora da janela. A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem, e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.

Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar. Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, ele conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a refratava através de palavras bastante descritivas. Dias e semanas passaram.


Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.

Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela... que dava, afinal, para uma parede de tijolo!

O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto, lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.

A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. "Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".

Moral da História: Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas. A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.
Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.

"O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que lhe chamam presente."

A misericórdia tem poder de ressurreição

4º Encontro da Divina Misericórdia

Padre Antônio Aguiar
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com
No evangelho, vemos Mateus ter o seu primeiro encontro com Jesus. Assim como ele, todos nós precisamos nos encontrar com Jesus. Precisamos ter um encontro pessoal com o Senhor, como diz o Documento de Aparecida. Quando o encontramos, permitimos que Ele faça parte da nossa vida e traga a nós uma vida nova. Mas sabemos que o primeiro passo na fé não é crer somente, mas confiar em Deus, naquilo que Ele é. Confiar significa contar com a ajuda de alguém. Mateus queria que Jesus estivesse misericórdia dele. E foi Jesus quem foi a procura dele, quis encontrá-lo. Você que deseja se encontrar com a misericórdia, saiba que Deus deseja se encontrar com você. Durante todo este encontro, saiba que Ele quer estar com você.

Jesus, também quer curar toda a nossa decepção, onde por confiar demais nas pessoas, acabamos nos magoando. A devoção à Divina Misericórdia nos ensina a seguir o caminho de Jesus mesmo diante dessas dificuldades. Assim como Mateus, muitas pessoas estão no pecado, querem sair mais não consegue e Cristo vem nos ensinar a estendermos as nossas mãos a essas pessoas.

A confiança é necessária para vencer: “no mundo tereis aflições, mas tenhais ânimo, eu venci o mundo” Jo 16, 33 Somente em Jesus teremos a vitória.

Vantagens de confiar em Jesus retiradas do Diário de Santa Faustina
:
Número 294
, “onde quem crê em Jesus, tudo Ele fará”;
Número 420
, “Irá alcançar misericórdia”. Se você confiar em Jesus, alcançará misericórdia;
Número 453
, “Receberá tudo o que pedir”. É ela perseverança na oração que seremos recompensados;
Número 548
“A generosidade de Jesus não tem limites”. O Senhor dará tudo o que necessitas;
“Não perecerá, porque todas as suas causas são minhas”
Número 1074
“Quem confia em minha misericórdia, será repleto das minhas graças.” Número 1274 “Quem confia em minha será feliz, pois eu mesmo estarei cuidando dela”

"Para Deus não existe caso perdido"
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com
Durante todo este encontro, saiba que Jesus quer cuidar de você. Abra-se a esta experiência. Diga para Jesus que você abre as portas do teu coração e deseja fazer uma experiência de fé com o Senhor.
Para Deus não existe caso perdido, o Senhor diz que precisamos crer que todos nós podemos ressurgir para uma vida nova.

Transcrição e adaptação: Luana Oliveira (@LuanaCN)

Padre Antônio Aguiar
Sacerdote divulgador da devoção à Divina Misericórdia

Eliana Ribeiro canta "Nada me falta"

Sem Maria não há Igreja

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Ela compartilha a missão de Seu Filho

Bento XVI afirma que a presença da mãe de Deus com os apóstolos, depois da Ascensão, não é apenas o dado histórico de um acontecimento do passado. A presença de Nossa Senhora no Cenáculo adquire um significado de grande valor, pois ela partilha com eles a memória viva de Jesus na oração. Ela compartilha a missão de Seu Filho, de conservar a Sua memória, a Sua presença.
O Santo Padre nos lembra que para gerar o Verbo, a Virgem Maria já recebeu o Espírito Santo. No Cenáculo, unida em oração com os apóstolos, ela compartilha a expectativa do mesmo dom, para que, no coração de cada crente, “se forme Cristo” (cf. Gl 4, 19). Sem Pentecostes não há Igreja e não há Pentecostes sem a Mãe de Jesus, pois Ela viveu, de modo único, o que a Igreja experimenta todos os dias pela ação do mesmo Espírito. São Cromácio de Aquileia dizia que: “não se pode falar de Igreja se não estiver presente Maria, mãe do Senhor […] A Igreja de Cristo se encontra onde se anuncia a Encarnação de Cristo por meio da Virgem”.

A Constituição Dogmática Lumen Gentium afirma que o lugar privilegiado de Maria é a Igreja, onde Ela é saudada como membro eminente e inteiramente singular. Nossa Senhora é exemplar perfeitíssimo na fé e na caridade (cf. LG 53).
 
Bento XVI ressalta que “venerar a mãe de Jesus na Igreja significa aprender com ela a ser comunidade que reza”. A oração é uma das características essenciais da primeira descrição da comunidade cristã descrita nos Atos dos Apóstolos (cf. 2,42). Muitas vezes, nossas orações acontecem em momentos de sofrimento para receber luz, consolação e ajuda. Mas Maria nos convida a nos dirigir a Deus “não só na necessidade, nem só para nós mesmos, mas de modo unânime, perseverante e fiel, num só coração e numa só alma.

Nossa vida, às vezes, passa por momentos difíceis e exigentes, que requerem escolhas inadiáveis, renúncias e sacrifícios. “A Mãe de Jesus foi posta pelo Senhor em momentos decisivos da história da salvação e soube responder, sempre, com plena disponibilidade, fruto de um vínculo profundo com Deus amadurecido na oração assídua e intensa”. Na Sexta-feira da Paixão, o discípulo amado foi entregue à Virgem Maria e, com ele, toda a comunidade dos discípulos (cf. Jo 19,26). “Entre a Ascensão e o Pentecostes, ela se encontra com e na Igreja em oração” (cf. At 1,14).


Nossa Senhora é Mãe de Deus e Mãe da Igreja. Ela exerce a sua maternidade espiritual até o fim da história. Confiemos a ela toda a nossa existência pessoal e eclesial, e também a nossa passagem final. Maria nos ensina a necessidade da oração e nos mostra que só com um vínculo constante, íntimo e cheio de amor com o seu Filho é que podemos sair de nós mesmos, com coragem, para alcançar os confins do mundo e anunciar em toda a parte o Senhor Jesus, Salvador do mundo.
Natalino Ueda - Comunidade Canção Novahttp://blog.cancaonova.com/tododemaria

Que tipo de terreno eu tenho sido para a Palavra de Deus?

Jesus usava a dinâmica das parábolas para atingir o coração dos discípulos e da grande multidão, usando realidades do cotidiano deles, para que compreendessem os valores do Reino de Deus. Mas o que vem a ser uma parábola?
Palavra de origem grega, “parabole” significa “narrativa curta”. As parábolas de Jesus são narrativas breves, dotadas de um conteúdo alegórico, utilizadas nas pregações e sermões com a finalidade de transmitir algum ensinamento.
Nesta parábola o próprio Mestre explica o seu sentido. A semente é a Palavra de Deus que é o próprio Jesus, o Verbo feito carne. O terreno são aqueles destinatários da Semente, ou seja, nós somos um bom ou mal terreno. Declara-se qual o objetivo de Satanás: fazer com que os homens não cheguem à fé. E indica-nos finalmente o modo para darmos fruto: a paciência, a perseverança.
Nem sempre a semente da Palavra cai num bom terreno.
Os primeiros cristãos propunham o problema: “Por que o Reino não é aceito por todos em Israel? E por que tantos que o aceitam deixaram-no depois?” O Reino, anunciado e promovido pela Palavra de Deus – que é Cristo – tem por si mesmo uma irresistível força de crescimento. Só as más disposições do coração humano podem deter-lhe o desenvolvimento. Jesus ressalta o grande fruto da semente: apesar de tudo, a Palavra de Deus progredirá, dará seus frutos. Também em nós desce a Palavra de Cristo para operar com todo o seu potencial.
O agir do cristão tem como norma não uma moral feita de preceitos, mas sim um germe interior, uma Palavra de Deus, uma ação de Deus em nós que deve ser levada à maturação, em colaboração com o Espírito Santo. Você já ouviu falar que a conversão é dom e tarefa? Sim: ela é dom porque é sugerida e impulsionada pela graça divina, mas também é tarefa, porque entra a participação nossa, colaborando com Deus e Sua graça para nossa mudança de vida.
Então a Palavra de Deus é sempre eficaz, transformadora, cheia de Vida. Mas se o terreno não for arado, preparado e adubado para dar condições a esse Germe Divino brotar, crescer e dar frutos. Devemos nos perguntar: “Que tipo de terreno eu tenho sido para a Palavra de Deus? Que qualidade, tempo e importância tenho dado a ela em minha vida?”
Porque essa mesma semente tem seus adversários e o próprio “joio”. Lembra de outra parábola contada pelo Mestre para sufocar a semente? (cf. Mt 13, 24-43)  Jesus diz que serve para confundir, mas na hora da colheita o trigo pesará porque tem conteúdo e o “joio” ficará comprido e esguio por ser vazio. Portanto, não esqueçamos o modo de colaborar com a semente: “E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança (Lc 8,15).
Padre Luizinho – Comunidade Canção Nova